A Escola Básica com Pré-escolar e Creche dos Louros promoveu uma sessão dedicada à ética, integridade e transparência, onde os alunos foram desafiados a reconhecer e rejeitar as chamadas “mini-corrupções” do quotidiano escolar, reforçando a importância de escolhas responsáveis na construção de uma cultura de cidadania, refere uma nota.
A iniciativa decorreu no dia 13 de Abril, no âmbito do Programa Escolas Anticorrupção, com a palestra “Integridade começa em mim: pequenas acções, grandes mudanças”, dinamizada pela equipa do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas (PPR).
A sessão contou com a intervenção da deputada e jurista Sancha de Campanella e envolveu alunos de 6.º, 7.º e 9.º anos, que participaram de forma activa e curiosa face aos desafios propostos.
Foram abordados os três pilares fundamentais — ética, integridade e transparência — apresentados como uma “bússola interior” orientadora de comportamentos. O conceito de corrupção foi explorado como o abuso de poder para benefício próprio, com impactos na igualdade, imparcialidade e justiça social.
Os alunos reflectiram sobre situações do quotidiano escolar como copiar em testes, plágio (incluindo o uso indevido de inteligência artificial), falsificação de justificações ou favoritismo, alertando-se para a normalização destas práticas e para o desgaste da confiança no sistema educativo e na coesão social.
Foram também apresentadas estratégias de prevenção, como a resistência à pressão dos pares, a adoção de comportamentos responsáveis e a valorização de mecanismos institucionais como canais de denúncia, códigos de conduta e planos de prevenção, bem como a gestão de conflitos de interesses.
Sancha de Campanella sublinhou que “punir não chega, é preciso sobretudo prevenir”, destacando o papel da escola na formação de cidadãos conscientes e resilientes. Para a deputada é necessário reforçar a prevenção, mostrando-se otimista em relação às novas gerações, a quem pediu para se tornarem agentes de mudança, deixando de olhar a corrupção com normalidade, mas como um “crime que faz sempre vítimas”. Neste âmbito, a oradora lembrou o impacto económico e social da corrupção em Portugal, estimado entre 18,2 e 20 mil milhões de euros anuais, comprovando que o fenómeno prejudica toda uma sociedade, sobretudo os mais vulneráveis.
A sessão terminou com um apelo à responsabilidade individual e coletiva, desafiando os alunos a assumirem-se como a “geração da integridade”, capazes de recusar pequenas injustiças e promover uma sociedade mais ética e transparente.
Em paralelo, a equipa do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas (PPR) tem desenvolvido um trabalho contínuo de sensibilização e formação junto da comunidade escolar, através de oficinas em turma e sessões de esclarecimento às estruturas da escola, reforçando uma cultura de cidadania activa e responsável.
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