Sociólogo sugere no trato com os idosos: menos egoísmo e mais capacidade para aceitar

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Fotos Rui Marote

Ricardo Fabrício é sociólogo e leciona na Universidade da Madeira. Viu com alguma surpresa os dados que vieram a público sobre os idosos: muita violência doméstica a incidir esta faixa populacional, segundo os números divulgados pela comandante da Polícia de Segurança Pública na Madeira, numa reunião de trabalho na Assembleia Legislativa.

Se é certo que não há “varinhas mágicas” que resolvem seja qual for o problema também de índole social, não falar dos problemas ou ignorá-los poderá ser pior do que a emenda. Assim sendo, o FN prossegue a abordagem desta semana aos idosos, auscultando desta vez a perspetiva do sociólgo: três questões rápidas deixadas a Ricardo Fabrício, também com resposta pronta.

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Ricardo Fabrício tem em conta o grande envelhecimento da população.

Funchal Notícias – Que análise faz aos idosos na Madeira?

Ricardo Fabrício – Se estabelecermos à partida que os idosos são as pessoas com mais de 65 anos de idade, então, direi que estamos a falar de uma população que tem vindo a crescer significativamente ao longo das últimas décadas. De acordo com os Censos de 2011, cifravam-se em cerca de 40.000 pessoas. Em 1981, não chegavam a 26.500 indivíduos… Penso que este crescimento encerra em si dificuldade acrescidas. Falar dos idosos é falar de 15% da população residente na RAM (2001). E convém não esquecer que estamos a tratar de uma população que se encontra largamente distribuída (72,5%) entre Machico e Câmara de Lobos.

FN – Os dados vindos a público, pela Comandante da PSP, de que a Madeira tem a mais alta taxa de violência doméstica sobre os idosos (15%), surpreendem-no?

RF – Surpreendem-me!

idosos 3FN – O que falta fazer para que tratemos melhor os nossos velhos?

RF – O mesmo que falta para nos tratarmos todos um pouco melhor, ou seja, menos egoísmo e mais capacidade para aceitar.

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