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Portugal classificou-se no 38º lugar no ranking dos melhores países no mundo para os idosos viverem. O nosso país fica atrás da maioria dos países europeus, excluindo alguns países da Europa de Leste e da Rússia, como podemos observar no quadro abaixo. Em 2014 Portugal estava em 37º lugar e Itália em 39º. Em 2015 a Itália ocupa a 37ª posição, à frente de Portugal, segundo o relatório da Global AgeWatch Index, divulgado em Setembro do ano passado.
Global AgeWatch Index é um relatório sobre a qualidade de vida dos idosos em 96 países que é desenvolvido pela organização HelpAge International. Todos os anos é divulgado novo relatório, de modo a ser possível a verificação da evolução de como vivem os idosos nos países incluídos no estudo, e que incluem a participação do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, do Banco Mundial, da Organização Mundial de Saúde, da Organização Mundial do Trabalho, da UNESCO, da Gallup World Poll, empresa responsável pelos inquéritos, e do Centro de Investigação do Envelhecimento na Universidade de Southhampton, no Reino Unido.
A melhor nação para um idoso viver é na Suíça, seguida pela Noruega, Suécia, Alemanha e Canadá. Já o pior país do mundo para os idosos é o Afeganistão.
Os indicadores referem-se à estabilidade do rendimento, ao estado de saúde, acesso ao emprego e à educação e ambiente envolvente favorável. Por exemplo, o primeiro indicador faz a leitura sobre o acesso do idoso a um rendimento suficiente para ter uma vida condigna e a capacidade de o utilizar de forma independente.

De acordo com o relatório, os idosos portugueses foram substancialmente afetados pelas medidas de austeridade impostas nos últimos anos. Apesar dos idosos usufruírem de uma pensão, a taxa de pobreza na velhice é ainda elevada, 7,8%.
Também os níveis recorde de desemprego, em particular entre os jovens adultos, exerceram uma pressão extra sobre os pensionistas, cujo apoio para as gerações mais jovens tem aumentando desde o início da crise económica.
Enquanto isso, o custo de vida subiu para os idosos, que foram afetados pelos cortes nas pensões, pela revisão da lei de arrendamento ou pelas consequências da retirada do subsídio mensal do transporte público.

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