(*Bárbara Balelo) / O saque de Roma do ano 455 foi levado a cabo pelos vândalos que estavam em guerra com Petrónio Máximo, imperador romano. Nesse ano, o rei vândalo Genserico partiu com a sua poderosa frota de Cartago para saquear a cidade de Roma.
O assassinato de Valentiniano III e a ocupação do trono por Petronio Máximo tinha sido a desculpa para que Genserico considerasse que tinha ficado invalidado o tratado de paz assinado com Valentiniano, no ano 442. Após a chegada dos vândalos, o Papa León I, o Magno, implorou a Genserico para que não destruísse a cidade ou matasse a seus habitantes. Genserico obedeceu e as portas de Roma abriram-se para ele e para os seus homens.
Máximo fugiu para não lutar contra o chefe vândalo mas morreu nas mãos de uma multidão de cidadãos romanos nos subúrbios da cidade. Crê-se que Genserico saqueou grandes quantidades de tesouros da cidade, e que, inclusive, fez a imperatriz Licínia Eudoxia, viúva de Valentiniano, e a suas filhas, reféns. Uma destas filhas foi Eudocia, que mais tarde casar-se-ia com o filho de Genserico, Hunerico.
O saque do ano 455 é geralmente visto pelos historiadores como mais duro que o saque de Roma levado a cabo pelos visigodos no ano 410, atendendo a que os vândalos permaneceram quinze dias na cidade enquanto que os visigodos ficaram apenas três. A causa da controvérsia, no entanto, é a afirmação de que o saque foi relativamente limpo, e que se produziram poucas mortes e pouca violência, tendo os vândalos respeitado os edifícios da cidade.
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