Três edifícios que mudaram o rosto da cidade e os hábitos da população

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O arranque dos trabalhos na antiga Insular de Moínhos, hoje Madeira Medical Center e apartamentos. Foto Rui Marote.

O FN evoca hoje, nas memórias, três emblemáticos pontos da cidade que mudaram o seu ritmo e os hábitos dos madeirenses. As imagens aéreas marcam o momento das escavações, uma fase de arranque e de incontestável polémica entre o poder político que manda avançar com as obras e os titulares dos imóveis que são contra ou as organizações ambientalistas que denunciam o impacto da volumetria na pacata cidade.

Falamos do Funchal Centrum, que depois deu origem ao Dolce Vita e, agora, ao La Vie Funchal. Além deste, o histórico edifício da Insular de Moínhos que deu origem ao Madeira Medical Center e a um investimento imobiliário no coração da cidade.

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O início do Funchal Centrum, hoje La Vie Funchal. Foto Rui Marote

Mas não só: falamos ainda do controverso Jardim de Santa Luzia, onde funcionou a antiga Fábrica Hinton, da família Welsh, hoje convertido num “parque” público ajardinado, de frequência de milhares de madeirenses e turistas.

Apesar das polémicas, das ações populares e do descontentamento de alguns dos seus proprietários, estes três imóveis nasceram, foram inaugurados e marcam hoje a história do Funchal. Tiveram mesmo o condão de mudar o traçado arquitetónico da cidade e os hábitos dos madeirenses. O progresso venceu. Mas há também que dizer que corre trâmites em tribunal sobre o Funchal Centrum e os Jardins de Santa Luzia, nomeadamente em termos de ações judiciais principais. Quer isto dizer que estes processos estão ainda longe do seu fim e muita tinta farão ainda correr, apesar da morosa justiça que temos.

No tribunal ou não, Jardins de Santa Luzia, La Vie e Madeira medical Center são já referências obrigatórias na cidade, em termos de consumo.Fica-nos na retina o sofrimento expresso da família Welsh, Isabel Tallas Welsh – que se deitou no chão para as máquinas não entrarem no imóvel – e Eduardo Welsh, perante a posse administrativa da Região do Torreão para a construção do parque, quando antes, o seu projeto imobiliário tinha sido chumbado pela Câmara do Funchal. Um braço de ferro político que fez feridas e que estão longe ainda de sarar.

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O fim explosivo da Fábrica do Torreaõ, da família Welsh, e a construção dos Jardins de Santa Luzia. Foto Rui Marote

 


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