As dez medidas do programa de governo que terão influência na vida dos portugueses

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O primeiro-ministro, António Costa, sumariou ontem as principais medidas inscritas nas 262 páginas do programa do XXI Governo Constitucional para os próximos quatro anos, em quase seis horas, no primeiro dia de debate no Parlamento.

O aumento do salário mínimo para 600 euros, a eliminação progressiva da sobretaxa de IRS, a reposição dos salários dos funcionários públicos e invalidar a “negociata” da concessão dos transportes, foram algumas das medidas asseguradas pelo primeiro-ministro, António Costa.

Segue-se a síntese feita pela Renascença de dez dessas medidas que irão influenciar a vida de todos os portugueses:

SOBRETAXA DE IRS – “A partir do próximo ano a sobretaxa de IRS começa mesmo a ser eliminada. Não é devolver 9%, 15% ou 36%, é eliminar a sobretaxa”, garantiu António Costa no debate do programa do XXI Governo Constitucional. A Radio Renascença avançou esta quarta-feira que o PS e os restantes partidos de esquerda chegaram a um consenso.

SALÁRIO MÍNIMO – “Convoquei para a próxima semana uma reunião da concertação social para apreciar proposta do Governo para 600 euros mensais ao longo da legislatura”, anunciou o primeiro-ministro.

FUNÇÃO PÚBLICA – Já se encontram “em apreciação parlamentar iniciativas sobre a reposição integral em 2016 dos vencimentos devidos aos funcionários públicos”, declarou António Costa. O primeiro-ministro afirmou, ainda, que o Governo vai suspender a lei da requalificação na administração pública. Garante que vai resolver a situação de 600 funcionários afastados pelo anterior Ministério da Segurança Social.

TRANSPORTES PÚBLICOS – Costa garante que será possível desfazer a “negociata” da concessão dos transportes públicos de Lisboa e Porto sem custos para o Estado. “A cegueira e o radicalismo” do anterior Governo fica sem efeito porque o Tribunal de Contas não deu visto aos contratos, argumenta.

IVA DA RESTAURAÇÃO – O primeiro-ministro considera a medida “decisiva”. O IVA na restauração vai ser reduzido dos actuais 23% para 13%. O objectivo é apoiar a criação de postos de trabalho.

SAÚDE – O chefe do Governo tenciona reduzir as taxas moderadoras na Saúde, apostar nos cuidados de saúde primários e dar um médico de família a todos os portugueses. O fim de alguns serviços de urgência será reavaliado.

FUNDOS EUROPEUS – Promete que nos primeiros 100 dias de Governo vão ser disponibilizados 100 milhões de euros, em fundos europeus, para as empresas portuguesas.

SEGURANÇA SOCIAL – “Há que encontrar novas formas de financiamento da Segurança Social”, diz Costa. “Não se trata de tirar dinheiro ao fundo. Trata-se de assegurar que o Fundo de Estabilização Financeira não seja totalmente consumido, como hoje está, já em 90%, em compra de dívida pública ou em aplicações financeiras de solvabilidade duvidosa, e de pôr também na carteira de diversificação investimentos que permitam remunerar as aplicações com base nas rendas. E, assim, proporcionando reabilitação urbana que dinamiza a economia, e rendas acessíveis que servem o acesso à habitação por parte da classe média”, disse o primeiro-ministro.

DÉFICE EXCESSIVO – “Este Governo nos próximos 29 dias tudo fará para não diminuir a receita nem aumentar despesa. Aquilo que desejo profundamente, em nome do interesse nacional e deste Governo, é que, a partir do próximo ano, Portugal possa viver sem estar sujeito às regras do procedimento de défice excessivo. Este Governo nada fará para cumprir os acordos internacionais”.

SIMPLEX – Anuncia “regresso em força do Simplex, alargando a sectores essenciais como a Justiça”, entre outros.


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