Ruínas de São Filipe vivem de improviso em improviso

varandim
Passadiço de madeira com guardas que pouco guardam. Foto Alerta/Segurança do leitor Raúl Nunes.

Depois do matagal ter tomado conta das ruínas e destas terem sido limpas, o fado continua nas ruínas do Forte de São Filipe e Largo do Pelourinho.

Desta vez é o passadiço/varandim que está no estado que a imagem documenta.

As ruínas do Forte de São Filipe, na Praça da Autonomia, no Funchal, foram vedadas para que os transeuntes não destruíssem aquela memória histórica.

Foi construído um passadiço de madeira para permitir a travessia entre as ruas 31 de Janeiro e Visconde do Anadia.

O forte erguido em 1581 para defender a baía do Funchal dos corsários vive de improviso em improviso para defender-se da intervenção humana que teima em não ser definitiva.

As ruínas estão localizadas entre as Ribeiras de Santa Luzia e de João Gomes e foram postas a descoberto pelas obras de recuperação do temporal de Fevereiro de 2010.

Na placa informativa alusiva ao lugar, fica-se a saber que “a estrutura foi erguida em 1581 como complemento da defesa da baía do Funchal, após a desastrosa ocupação corsária de 1566, localizando-se entre a Ribeira de Santa Luzia e Ribeira de João Gomes. Desde 1580, a coroa portuguesa passara para Filipe II de Espanha e I de Portugal. Após a restauração da independência de Portugal em 1640, foi sempre guarnecida por forças militares madeirenses e era diante do seu Portão de Armas que se estabeleciam as vigias e as rondas do Funchal, daqui partindo para a Fortaleza de São Tiago a nascente, e para as Fortalezas de Nossa Senhora da Conceição e de São José, a poente da baía. No último quartel do século XIX, perdida a sua função militar, foi vendida pelo Ministério da Guerra e deu lugar à construção de um grande armazém. Mais tarde, devido às obras de canalização da Ribeira de Santa Luzia, e na incapacidade de manter a estrutura “in situ”, esta foi restaurada no local, a uma cota superior, mantendo viva na memória coletiva a importância da arquitetura militar portuguesa ao longo dos séculos”.