I Fórum das Comunidades realiza-se em agosto de 2016

O presidente do Governo quer os emigrantes a participarem no novo papel geoestratégico que a Região terá nas próximas décadas, em termos económicos.
O presidente do Governo quer os emigrantes a participarem no novo papel geoestratégico que a Região terá nas próximas décadas, em termos económicos.

Irá realizar-se na primeira quinzena de agosto do próximo ano o I Fórum das Comunidades Madeirenses. O anúncio foi feito esta manhã pelo presidente do Governo Regional da sessão de abertura do Encontro emigrante que decorre ao longo do dia de hoje no Funchal.

Miguel Albuquerque, que falava no Salão Nobre do Governo perante uma vasta plateia, anunciou que no próximo ano será realizado um evento onde serão dadas a conhecer os resultados e as políticas que o novo Executivo irá implementar no sentido de reativar e reforçar a ligação da Região às comunidades de emigrantes e entre elas próprias.

Segundo o governante, a auscultação e o aproveitamento das sinergias e contributos dos conterrâneos que vivem e trabalham além fronteiras são imperativos a não descurar nos tempos que se aproximam, em que ocorrem grandes mudanças políticas e económicas de caráter global.

“Durante muitos anos, a Madeira foi entendida como região ultraperiférica e marginal, mas no futuro não vai ser assim”, sublinhou. “Do ponto de vista geoestratégico, tudo aponta para que a Madeira seja a região mais importante na zona da bacia do Atlântico, em termos económicos e financeiros”.

O Salão Nobre encheu-se para o I Encontro das Comunidades.
O Salão Nobre encheu-se para o I Encontro das Comunidades.

Reportando-se às consequências que resultarão da abolição das tarifas aduaneiras com os EUA, Miguel Albuquerque está convicto de que a Madeira será a porta de entrada na Europa mais relevante em termos comerciais, salientando as novas oportunidades que se apresentam em termos de rotas na zona da bacia do Atlântico, concretamente a partir da criação de um mercado europeu de energia.

“A Madeira tem de assumir-se como uma região global”, defendeu o chefe do executivo`, recordando o potencial da diáspora, espalhada por todos os continentes, neste desígnio.

Referindo-se ao Encontro, que reúne mais de cem participantes ligados às comunidades madeirenses, Miguel Albuquerque frisou a necessidade de auscultar os principais interessados sobre que políticas deverão ser implementadas, as quais terão em linha de conta que a afirmação da Madeira nos grandes centros de decisão assentará no reforço da ligação com os emigrantes. Na linha deste primeiro de auscultação, está agendada para dezembro deste ano a realização de um segundo encontro.

Para Miguel Albuquerque, o relacionamento terá de ir além das componentes afetiva e cultural. A economia e os projetos comerciais são decisivos nesta fase de mudança global. O governante espera que a partir deste reatar com as comunidades se possa replicar os muitos casos de sucesso na própria Região, defendendo o recurso às novas plataformas digitais. ” É preciso estarmos atentos à mudança e adaptar”, concluiu.