
À luz da nova lei orgânica, o Centro das Comunidades Madeirenses e Migrações passa de Divisão a Direção de Serviços, segundo informa Sérgio Marques, o secretário da tutela. Gonçalo Santos, que foi durante anos o diretor do Centro, é agora substituído provisoriamente por Sancho Gomes, tal como FN já noticiou, na sequência da publicação no JORAM. Uma mudança que tem motivado duras críticas por parte do ex-presidente do GR, que mostra o seu descontentamento pelo facto de o seu partido estar transformado numa “agência de pagamento de favores aos amigos”.
A nota à imprensa da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus reza o seguinte:
“Decorrente da reestruturação orgânica e com vista a conferir maior relevância política às comunidades madeirenses dispersas pelo mundo, a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus está a converter o Centro das Comunidades Madeirenses e Migrações (nova designação), numa direção de serviços em detrimento da divisão que até ao momento existia.
O SRAPE considera que um organismo simbolicamente tão importante para uma Região de emigração, como é a nossa, não pode apenas ser uma divisão administrativa, a mais baixa unidade orgânica numa estrutura hierarquizada, como é a administração pública regional. O que aliás será desconhecido da maioria dos madeirenses.
Assim, eleva-se organicamente esta estrutura, dotando-a de melhores condições e de maior dignidade institucional.
Com esta alteração, pretende o Secretário Regional encerrar um ciclo político, encetando um outro mais ambicioso, inovador, com visão de futuro, atento às realidades e às necessidades, que tenha como desígnio responder aos reptos de um mundo mais complexo e em constante mutação.
Por outro lado, pretende-se, com esta alteração, olhar de forma diferente para as novas migrações uma vez que a globalização criou novos migrantes, com novas rotas, durante períodos de tempo diferentes, para os quais importa estar atento.
A Secretaria Regional de Assuntos Parlamentares e Europeus manifesta o seu reconhecimento pelo empenho, entusiasmo, competência, lealdade e profissionalismo revelado por Gonçalo Nuno dos Santos ao longo da sua carreira à frente do Centro, razão pelo qual pretende mantê-lo como técnico responsável pelas áreas das Comunidades Madeirenses e Emigração.
Aliás, Gonçalo Nuno dos Santos tem estado empenhado na realização do Encontro dos Emigrantes Madeirenses que, conforme já foi noticiado, decorrerá nos dias 28 e 29 de agosto.
Este encontro enquadra-se na estratégia definida por este governo que pretende ouvir as comunidades para entender as suas idiossincrasias, as suas necessidades e os seus desejos, ao nível da plataforma de representação junto da administração regional.
É assinalável o envolvimento da comunidade e das instituições do arquipélago, o que comprova que a definição de políticas para as comunidades não é uma prerrogativa do governo. Aliás, para um ilhéu e uma sociedade habituada a ver os seus partirem, todos devem ser chamados quando em causa está a definição de políticas públicas para a diáspora.
Na ausência de um diretor e até à sua designação, a coordenação do Centro será provisoriamente garantida pelo Gabinete de Sérgio Marques, através do adjunto Sancho Gonçalves Gomes, nomeado para efeitos de procedimento administrativo”.
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