Grécia apresenta novas propostas de última hora

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Os líderes europeus redobraram de esforços para chegar a um acordo com o Governo da Grécia, antes da realização da cimeira de emergência em Bruxelas, destinada a pôr fim ao impasse.

Segundo relata a BBC, o presidente francês François Hollande avisou que tudo tem de ser feito para manter a Grécia na zona euro.

Entretanto, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras avançou com novas propostas para evitar o incumprimento do pagamento de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional no valor de 1.6 mi milhões de euros.

Se a Grécia falhar este pagamento no fim de Junho, arrisca-se a sair da moeda única e, possivelmente, da União Europeia.

As conversações estiveram num impasse durante cinco meses, porém, com a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu a insistirem em não entregar a última tranche dos fundos de resgate até que a Grécia ceda e permita reformas económicas que os líderes europeus pretendem, mas contra as quais está a maioria dos gregos.

Isso mesmo ficou bem patente hoje, com a saída do povo grego às ruas para uma manifestação anti-austeridade e em apoio do governo de Alexis Tsipras. Os gregos estão fartos das medidas de austeridade impostas pelos líderes europeus durante os dois últimos resgates, que afectaram fortemente os salários e as pensões. Um em cada quatro gregos está desempregado. E, ao contrário dos portugueses, eles não estão dispostos a deixar passar o assalto aos seus bolsos.

Entretanto, em Bruxelas e Amesterdão, verificaram-se também manifestações de solidariedade com o povo grego.

Alexis Tsipras deverá encontrar-se com os líderes dos três principais credores internacionais da Grécia antes do seu encontro com os dirigentes dos países da zona euro em Bruxelas, amanhã, segunda-feira.

Hoje, domingo, ofereceu um novo pacote de reformas aos líderes da Alemanha, da França e da Comissão Europeia, num gesto que alguns vêem como indicativo do desejo por parte do governo grego de fazer algumas concessões.

Tsipras considerou que as propostas que apresentou são mutuamente benéficas. No entanto, as mesmas têm ainda de ser apresentadas ao público.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, exortou ambas as partes a aproveitar a “janela de oportunidade” que se apresenta.

 


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