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Em apenas oito dias do segundo turno, Flávio Bolsonaro injetou cerca de 1,86 milhões de euros em impulsionamento de conteúdos no Instagram e no Facebook. O montante, pago entre 14 e 22 de outubro, representa aproximadamente 60% de tudo o que o candidato do PL gastou nas plataformas da Meta ao longo da campanha.
Ao longo de toda a disputa, Flávio Bolsonaro declarou um investimento de R$ 18,45 milhões, o equivalente a cerca de 3,11 milhões de euros, à taxa de câmbio de referência do Banco Central Europeu de 28 de outubro, em que um euro valia 5,9307 reais.
Lula gastou cinco vezes menos
Lula, reeleito presidente, investiu R$ 3,5 milhões em anúncios pagos no Instagram e no Facebook — cerca de 590 mil euros. O valor é mais de cinco vezes inferior ao despendido pelo adversário.
A diferença ilustra a aposta distinta das duas campanhas na publicidade digital. Enquanto a equipa de Flávio Bolsonaro concentrou recursos sobretudo na reta final, a campanha de Lula manteve uma presença publicitária mais contida nas redes da Meta.
Meta foi a grande beneficiária
Com o veto do Google à publicidade política, o Facebook e o Instagram absorveram grande parte da procura dos candidatos brasileiros por impulsionamento de conteúdos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, a Meta terá faturado R$ 328,6 milhões nesta campanha, aproximadamente 55,4 milhões de euros.
O montante confirma a Meta como a principal beneficiária do investimento eleitoral digital no Brasil, num contexto em que as campanhas declararam gastos com a empresa muito superiores aos registados em ciclos anteriores.
Conversões feitas à taxa de referência do BCE de 28 de outubro de 2026: 1 euro = 5,9307 reais brasileiros.
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