ALRAM diz que iniciativa do CHEGA sobre isenções fiscais não reúne os requisitos

O gabinete da presidente da ALRAM emitiu uma nota referindo que o projecto de proposta de lei à Assembleia da República, apresentado pelo Grupo Parlamentar do Chega, intitulado “Isenção fiscal do pagamento contributivo referente a trabalho suplementar, horário nocturno, prémios de produtividade, subsídio de Natal e de férias, pelos trabalhadores que exercem funções por conta de outrem”, não foi admitido na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, por não reunir os requisitos jurídicos e regimentais necessários à sua tramitação.
“A análise da iniciativa identificou um conjunto de insuficiências que comprometem a clareza e o alcance das alterações legislativas propostas. Entre os aspectos assinalados, sublinha-se que a iniciativa não identifica de forma coerente o diploma legal que pretende alterar, não resultando do articulado uma identificação inequívoca do regime jurídico a modificar”.
“Da referida análise, constata-se que há uma incerteza quanto ao alcance das alterações propostas, nomeadamente quanto à delimitação do objecto, não permitindo apreender com a necessária precisão o sentido e o alcance das modificações normativas propostas”, refere-se.
Acresce uma indefinição quanto à natureza do benefício fiscal que se propõe implementar.
Estas insuficiências, consideradas relevantes para a interpretação e aplicação das alterações legislativas, fundamentaram a não admissão da iniciativa, pela presidente do Parlamento Madeirense, ao abrigo das disposições previstas no Regimento da Assembleia Legislativa da Madeira.
A decisão insere-se na verificação dos requisitos jurídicos e regimentais a que estão sujeitas as iniciativas parlamentares, independentemente da sua autoria, dos objectivos políticos que prosseguem e do mérito das medidas propostas.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.