PS quer candidatura da obra de vimes à Indicação Geográfica, medida da UE para valorizar produtos

A presidente do PS-M propôs, hoje, que organizações de produtores e artesãos efectuem a candidatura da obra de vime da Região à Indicação Geográfica e que o Governo Regional garanta mais apoios para salvar este que já foi um sector emblemático da Madeira, em particular da vila da Camacha.

No decurso de uma visita ao festival ‘Art’Camacha’, Célia Pessegueiro disse que a Indicação Geográfica é uma medida da União Europeia em vigor desde o ano passado, que contribui para a valorização de determinados produtos, na qual a obra de vime poderia perfeitamente integrar-se.

Conforme referiu, neste caso, o sector envolve quer o cultivo da matéria-prima (o vime), quer a produção de artesanato. “À semelhança de outros produtos que já se candidataram a esta Indicação Geográfica, a obra de vime tem todas as condições” para esse reconhecimento, referiu a líder dos socialistas, explicando que, para tal, basta que uma associação de produtores e artesãos formalizem o pedido junto da Comissão Europeia.

A par disso, Célia Pessegueiro afirmou que há uma série de outras medidas que podem ser implementadas pelo Governo Regional para salvar o sector, entre as quais um apoio directo aos produtores de vimes e aos artesãos, através do POSEI, por exemplo com a criação de uma fileira própria para os vimes, como acontece com a banana e com a vinha.

A presidente do PS-M defende ainda a renovação geracional, aliando o saber dos poucos artesãos que ainda existem à formação de novos trabalhadores do vime. Para tal, os socialistas propõem uma formação em contexto de trabalho, com vencimentos salariais, durante pelo menos dois anos. Como referiu, deste modo, quem quisesse aderir ao programa, estaria a ser remunerado, a aprender a obra de vime e, ao fim de um período de dois anos, estaria capaz de produzir as suas peças e de as colocar no mercado. Além da transmissão do saber, Célia Pessegueiro defende também a atualização do design das peças, aliando a tradição à contemporaneidade.

Numa altura em que a obra de vimes está em declínio, a líder dos socialistas diz que estas medidas, todas conjugadas, seriam fundamentais para o que o sector pudesse voltar a crescer. Urge garantir apoios à produção de vime (para quebrar o ciclo de impocrtação), reativar os espaços dedicados à produção de artesanato e, desta forma, assegurar uma maior comercialização. “Se for bem pago, não falta quem queira trabalhar”, declarou.

Célia Pessegueiro mencionou ainda a qualidade da obra de vime regional e os preços competitivos que os nossos produtos têm, em comparação com as peças importadas. Razões mais do que suficientes para justificar mais apoios e uma maior aposta.


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