PCP solidário com a luta das Técnicas de Apoio à Infância

O PCP veio manifestar a sua solidariedade para com a luta das Técnicas de Apoio à Infância (TAI) da Região Autónoma da Madeira e reafirma o seu apoio às suas justas reivindicações, que visam a valorização da carreira, melhores condições de trabalho e o reconhecimento de uma profissão essencial para a segurança, o bem-estar e o desenvolvimento das crianças.

O PCP saúda, portanto, todas as Técnicas de Apoio à Infância que aderiram à greve e à jornada de luta convocada pelo movimento sindical unitário, demonstrando uma expressiva unidade na defesa dos seus direitos e da dignificação da profissão.

A greve, que decorre nos dias 20 e 21 de Julho, foi convocada perante a persistente falta de resposta do Governo Regional às reivindicações destas profissionais, essenciais para garantir condições de trabalho dignas, a qualidade pedagógica, a segurança e a protecção das crianças.

Entre as principais reivindicações destacam-se:

  • Revisão da carreira;
  • Valorização salarial;
  • Redução da carga horária em função da idade;
  • Atribuição de subsídio de risco;
  • Alteração do conteúdo funcional;
  • Regulamentação das Actividades de Apoio à Família;
  • Abertura de concursos para ingresso na carreira de Técnica de Apoio à Infância;
  • Garantia da presença obrigatória de Técnicas de Apoio Educativo Especial nas salas com crianças com necessidades específicas.

De acordo com os dados divulgados ao longo da manhã, a adesão ao primeiro dia de greve ronda os 95%, uma demonstração inequívoca da determinação destas trabalhadoras na defesa dos seus direitos e da qualidade do serviço prestado às crianças e às famílias.

Esta forte mobilização confirma que as Técnicas de Apoio à Infância desempenham um papel indispensável na sociedade e no sistema educativo, sendo incompreensível que continuem sem o devido reconhecimento profissional e remuneratório.

O PCP reafirma que a valorização destas profissionais é inseparável da valorização da Escola Pública e da garantia de uma resposta educativa de qualidade. Por isso, continuará a intervir e a exigir do Governo Regional a abertura de um processo negocial sério que responda às reivindicações apresentadas.

As Técnicas de Apoio à Infância podem continuar a contar com o PCP na defesa dos seus direitos, da valorização da sua profissão e dos serviços públicos de qualidade, assegura o partido.


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