Rui Marote
O Porto do Funchal tem um comportamento reincidente na descarga dos geradores para a central eólica do Paul da Serra. Este ano a operação volta a “abortar” e o navio abandona o cais sul da pontinha com destino ao porto do Caniçal.
Quem suporta os erros desta operação com custos financeiros, piloto, rebocador, acostagem e permanência? Tudo isto tem um custo de milhares de euros.
O navio que transporta esta carga especial de tonelagem muito volumosa tem duas gruas num dos bordos. Funchal Noticias já tinha noticiado em primeira mão, todos os preparativos em terra dos camiões especiais que levariam esta carga para o Paul da Serra.
O porto do Funchal desde há muito que deixou de ser um porto de carga, abandonando estas operações que são geralmente efectuadas no Caniçal.
Esta operação delicada para ter êxito usamos necessita do quea gíria comum na náutica e na cultura marítima portuguesa se chama “mar de azeite”, ou seja, águas excepcionalmente calmas sem ondulação.
Deixamos bem claro nunca fomos bons na disciplina de física, mas, segundo nos descrevem, o problema da descarga de cargas muito pesadas envolvendo os dois “paus de carga” do navio BBC BRISBANE prende-se com a oscilação da carga suspensa e os binários associados. Normalmente os “paus de carga” estão ancorados a um dos bordos o que aumenta a instabilidade e o risco associado nos navios.
Já no Caniçal os paus de bordo não são necessários e a carga é retirada com as gruas de terra que estão completamente estáveis.
Toda esta operação que estava prevista para o Funchal se se concretizasse, tinha vantagens: os camiões de carga especial deixavam a pontinha durante a noite em direcção á via rápida com destino ao Paul da Serra. Eram menos 30 km em relação ao Funchal.
Mas se não dá, não dá. Que a lição servia aprender com os erros e não voltar a cometê-los…
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





