
Hoje, dia 1 de maio, os vereadores da Câmara Municipal do Funchal cumpriram a tradição secular de entregar as varas da decisão a São Tiago Menor, padroeiro da cidade.
A entrega das varas ao santo (símbolo do poder municipal), representam a entrega da governação e o pedido de proteção perante as dificuldades.
Em 1538, estando a peste a vitimar muita gente, o Guarda-mor da Saúde gritou em alta voz: “Senhor, até aqui guardei esta Cidade como pude; não posso mais, aqui tendes a vara, sede Vós o Guarda da Saúde.” E largou imediatamente a vara, num gesto de entrega e de confiança nas mãos de Deus. E a peste desapareceu.
Na solenidade, na Igreja do Socorro, decorreu este ato que simboliza a renovação do voto para proteger a cidade de pragas e pestes.
O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho entregou também a chave da cidade.
O “Voto a São Tiago” é uma promessa histórica feita pelos antepassados do Funchal, realizada anualmente a 1 de maio.
A missa, antecedida de procissão entre a Sé do Funchal e a igreja do Socorro, foi presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás.
A ela se associaram a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal; o presidente da Assembleia Municipal do Funchal, José Luís Nunes; deputados municipais; presidentes e membros das juntas de freguesia do Funchal; escuteiros; entidades civis e militares além de centenas de católicos.
Ausentes estiveram o presidente do Governo Regional e o novo Representante da República, entidades que, em anos anteriores se associavam à solenidade.
No entanto, esteve presente a Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, em representação do Presidente do Governo Regional.
Este ano, as comemorações adquiriram um significado especial ao unirem a dimensão celebrativa e espiritual à evocação dos 25 anos do Instituto de Emprego da Madeira, assinalados neste dia 1 de maio, Dia do Trabalhador.
A solenização musical da missa ficou a cargo do coro dos alunos do Colégio Infante D. Henrique.
O transporte do andor de São Tiago entre a Sé e a igreja de Santa Maria Maior esteve a cargo dos Bombeiros Sapadores do Funchal.
Centenas de participantes na cerimónia ostentaram os tradicionais colares de “maio” ao pescoço.
Recorde-se que, em 2025, não se realizou a procissão, por questões meteorológicas, tendo a cerimónia tido lugar apenas na Sé do Funchal.
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