CHEGA denuncia falta de planeamento no trânsito da Ribeira Brava

O membro eleito à Assembleia de Freguesia da Ribeira Brava pelo CHEGA, Roberto Gonçalves, veio criticar a falta de planeamento da Câmara Municipal da Ribeira Brava relativamente à obra actualmente em curso na Rua dos Dragoeiros, situação que está a provocar fortes constrangimentos no trânsito e sérias dificuldades no dia-a-dia da população.
A intervenção está a decorrer sem que tenha sido previamente apresentado um plano de circulação alternativo credível, resultando em congestionamentos frequentes na rotunda da vila, com impacto direto na Rua 6 de Maio e repercussões no nó de circulação da Ponte Vermelha.
“Mais uma vez, quem paga o preço da falta de planeamento da autarquia são os ribeirabravenses, que diariamente enfrentam engarrafamentos, dificuldades de estacionamento e atrasos nas suas deslocações”, afirma.
Roberto Gonçalves considera inaceitável que uma obra desta dimensão avance sem uma estratégia clara para minimizar o impacto na mobilidade, alertando que a situação poderá agravar-se nas próximas fases da intervenção, especialmente quando os trabalhos se aproximarem da zona do supermercado Continente.
Perante o cenário actual, defende que a Câmara Municipal deve agir de imediato e implementar medidas temporárias de reorganização do trânsito, nomeadamente a inversão do sentido obrigatório na Rua 6 de Maio, permitindo circulação ascendente enquanto decorrem as obras, como forma de aliviar o congestionamento no entroncamento com a Rua Comandante Camacho de Freitas.
Paralelamente, Roberto Gonçalves manifesta também grande preocupação face às recentes declarações públicas sobre possíveis alterações à circulação rodoviária na saída do túnel da Ribeira Brava, alegadamente no âmbito de um entendimento entre autarcas do Oeste da Madeira.
Se esse entendimento realmente existe, a população tem o direito de saber quem o negociou, em que condições foi feito e que impacto terá na mobilidade dentro da Ribeira Brava.
“O que não podemos aceitar é que a nossa vila seja transformada numa zona penalizada para resolver os problemas de trânsito de outros concelhos”, sublinha.
Roberto Gonçalves recorda ainda que o verdadeiro problema da mobilidade na zona oeste é conhecido há décadas e resulta do incumprimento sucessivo das promessas feitas pelos sucessivos governos regionais relativamente à construção da ligação da Via Expresso entre a Ribeira Brava e a Calheta.
“Durante anos prometeram essa infraestrutura à população. Agora, em vez de cumprir aquilo que foi prometido, surgem soluções improvisadas que podem agravar ainda mais o trânsito dentro da nossa vila”, critica.
Para o CHEGA, a mobilidade na zona oeste exige planeamento sério, investimento estruturante e respeito pelas populações, e não decisões tomadas sem transparência e sem ouvir quem vive diariamente na Ribeira Brava.
Roberto Gonçalves garante que continuará a exercer o seu mandato com firmeza na defesa dos interesses dos ribeirabravenses, exigindo responsabilidade política e soluções concretas para os problemas que afetam o concelho.

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