ADN questiona: milhões para o golfe, espera para a Saúde?

O partido ADN – Alternativa Democrática Nacional, veio criticar o contraste entre a aposta do Governo Regional no golfe, e na saúde. Conforme refere em comunicado, nos últimos meses, a Região tem assistido a um contraste difícil de ignorar.

“De um lado, o Governo Regional avança com entusiasmo para construir cinco campos de golfe. Do outro, adia para 2030 qualquer decisão sobre o futuro do Hospital Dr. Nélio Mendonça — mesmo sabendo que a sua conversão num lar custaria 107 milhões de euros. Quando colocamos os números lado a lado, a pergunta impõe-se: onde estão realmente as prioridades?”, aponta o ADN.

CUSTO DOS 5 CAMPOS DE GOLFE
Com base em valores reais de mercado:
– 3 campos de 18 buracos → 20 a 30 milhões cada
– 2 ampliações de 9 buracos → 8 a 12 milhões cada

Total estimado: 81 a 104 milhões de euros (média 95 milhões).
A manutenção mensal destes campos rondaria 380 mil a 645 mil euros por
mês — ou seja, 4,5 a 7,7 milhões por ano, afirma o partido.

CONVERSÃO DO HOSPITAL DR. NÉLIO MENDONÇA
O próprio Governo revelou que converter o hospital num lar custaria 107
milhões de euros. Mas a decisão fica adiada para depois de 2030.
Ou seja: o custo de transformar o hospital num lar é praticamente igual
ao custo de construir cinco campos de golfe — mas o investimento social
é adiado, enquanto o investimento lúdico avança, constata o partido.

O PARADOXO
“Para golfe, há pressa. Para um lar que serviria centenas de idosos, famílias e cuidadores… há espera.
Isto numa região com população envelhecida, falta crónica de vagas em lares, famílias sobrecarregadas e serviços de saúde sob pressão. A mensagem que passa é clara: há sempre dinheiro para o que se quer. O problema é quando o que se quer não coincide com o que a população precisa”, aponta esta força política.

CONCLUSÃO:

“Não se trata de ser contra o turismo ou contra o golfe. Trata-se de exigir prioridades equilibradas, transparência e responsabilidade social. Quando cinco campos de golfe custam o mesmo que um lar essencial — e ainda exigem milhões anuais de manutenção — a pergunta deixa de ser técnica e passa a ser moral: que Madeira estamos a construir e para quem?”, questiona o ADN.


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