O partido CHEGA veio manifestar a sua “profunda preocupação” face às recentes declarações do presidente do Governo Regional, que apontam para a alienação do Hospital Dr. Nélio Mendonça, património público da Região Autónoma da Madeira, com o objectivo de utilizar a verba resultante dessa venda para amortizar encargos associados ao novo Hospital Central e Universitário da Madeira.
Miguel Castro, presidente da Comissão Política Regional do CHEGA, afirma que “estamos a falar de um bem público essencial, pago pelos madeirenses, que não pode ser tratado como um simples activo financeiro para tapar buracos de má gestão ou opções políticas discutíveis”.
O Hospital Dr. Nélio Mendonça integrou durante décadas o Serviço Regional de Saúde e desempenhou um papel central na prestação de cuidados de saúde à população. A sua eventual alienação representa uma decisão estrutural, com impacto directo no Estado social regional, e que, por essa razão, exige transparência absoluta em todas as fases do processo.
Miguel Castro diz que “sendo património público, todos os trâmites têm de ser públicos, claros e escrutináveis. Os madeirenses têm o direito de conhecer os estudos, os pareceres, as avaliações e, sobretudo, o destino que se pretende dar a este imóvel”. Qualquer tentativa de conduzir este processo de forma opaca ou acelerada será politicamente irresponsável.
O CHEGA defende que, caso a alienação venha a concretizar-se, ela só pode ocorrer para fins de utilidade pública, preferencialmente ligados à área da saúde, garantindo que o património continua a servir o interesse colectivo.
“Não aceitaremos que um hospital público seja transformado em habitação de luxo, hotéis ou mais um negócio imobiliário ao serviço de interesses privados”, afirma Miguel Castro, acrescentando que “a Região não pode permitir que este ativo estratégico acabe nas mãos dos amigos do costume”.
A saúde é uma das áreas mais frágeis e críticas da Região Autónoma da Madeira, com problemas estruturais persistentes, listas de espera prolongadas e dificuldades de resposta do sistema.
Neste contexto, o CHEGA entende que o papel do Estado não é afastar-se da saúde, mas garantir que ela é efetivamente provida à população, assegurando acesso, qualidade e equidade, quer seja pública, quer seja privada.
Miguel Castro conclui afirmando que “os madeirenses merecem saber quem compra, para quê compra e em que condições. O Governo Regional tem a obrigação política e moral de explicar este processo de forma clara e transparente. Tudo o que não seja isso será inaceitável”.
“Continuaremos atentos e exigentse na defesa do património público e do direito dos madeirenses a um sistema de saúde verdadeiramente ao serviço da população”, promete.
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