O PS veio pronunciar-se sobre a movimentação de maquinaria pesada no emblemático Portinho, no Caniço, que despertou surpresa e indignação entre os residentes e a comunidade local.
[Recorde-se que entretanto a Direcção Regional de Ambiente e Mar mandou suspender os trabalhos e pediu esclarecimentos ao Município de Santa Cruz, conforme já notíciámos hoje].
“A ausência de qualquer informação oficial sobre o que está a ser construído naquele espaço de elevado valor paisagístico e simbólico levantou dúvidas legítimas quanto às intenções da Câmara Municipal de Santa Cruz”, refere uma nota dos socialistas.
“Não existe cartaz de obra, não foi apresentado publicamente qualquer projecto, nem foram prestadas informações pela autarquia ou pela sua presidente, Élia Ascensão”, assinalam os socialistas.
“Face ao silêncio, a candidatura do Partido Socialista à Câmara Municipal de Santa Cruz exige esclarecimentos imediatos, designadamente que intervenção está a ser realizada no Portinho, qual o valor do investimento, se existe algum estudo de impacto ambiental, qual o calendário da obra e se se trata de mais um engodo pré-eleitoral, ao estilo do ídolo político da actual presidente”.
Pedro Diniz, candidato do PS à presidência da autarquia, afirma que “o Portinho é um espaço com enorme potencial natural que merece ser valorizado, mas com responsabilidade, transparência e visão de futuro — e não através de intervenções apressadas para alimentar propaganda eleitoral”.
“O que vemos é mais do mesmo: obras lançadas em vésperas de eleições, sem visão estratégica, sem envolvimento da população. Parece que o Portinho se junta agora à lista de vítimas da governação de improviso que marca os últimos anos do concelho”, critica o candidato socialista.
O PS Santa Cruz sublinha que esta situação é ainda mais grave tendo em conta que o concelho continua sem Plano Director Municipal (PDM) aprovado, o que fragiliza ainda mais qualquer tentativa de planeamento estruturado do território.
Pedro Diniz deixa ainda um alerta claro: “Não vale a pena virem dizer que se trata de uma simples limpeza de terreno. Essa narrativa já circula, veiculada por apoiantes da actual maioria. Mas custa a acreditar que maquinaria pesada esteja a ser usada apenas para limpar mato.”
“O povo de Santa Cruz não merece continuar a ser enganado. As obras públicas devem ser sérias, transparentes e orientadas para o bem comum — e não para servir agendas eleitorais”, conclui Pedro Diniz.
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