Moradores do Caminho do Olival queixam-se de extenso período sem água potável

Os moradores do Caminho do Olival, em Água de Mel, São Roque, estão sem abastecimento de água desde as 11h00 de ontem, segundo nos deram conta através de uma denúncia.
De acordo com a descrição que nos foi apresentada, a situação teve origem ontem, numa intervenção realizada nas proximidades. Durante os trabalhos, os serviços deslocaram-se ao local e procederam ao corte do abastecimento. Aos moradores foi transmitido que a água seria reposta por volta das 16h00, o que não aconteceu.
“Depois de várias insistências, cerca das 20h00, deslocou-se ao local uma equipa de piquete. No entanto, os próprios trabalhadores aparentavam não ter informação sobre a intervenção realizada anteriormente. Foi necessário que os moradores explicassem o que tinha acontecido, tendo a equipa andado pelo local a abrir sarjetas e a procurar a origem do problema”, explicam-nos os moradores.
“Algumas dessas aberturas permaneceram durante a noite, situação que, segundo os moradores, contribuiu para o aparecimento de baratas e outros insectos, alguns dos quais acabaram por entrar nas habitações. Foi-nos dito que hoje, 12 de agosto, uma nova equipa iria ao local para tentar resolver a situação. Quando chegaram, novamente os moradores tiveram de explicar aos trabalhadores o que tinha acontecido anteriormente”, descrevem.
Quando os moradores questionaram os funcionários sobre o que estava efectivamente a acontecer e quando seria reposto o abastecimento de água, não foi apresentada uma resposta concreta. A informação transmitida foi simplesmente que “não havia previsão”.
Os moradores não conseguem compreender. “Como pode não existir sequer uma previsão para a reposição de um serviço tão essencial como o abastecimento de água, quando está em causa uma comunidade inteira?”, questionam,
“Não estamos a falar de uma situação que afete apenas uma habitação. Existem neste conjunto de prédios bebés, crianças, idosos e pessoas acamadas, que necessitam de água para beber, preparar refeições, tomar banho, manter a higiene e assegurar necessidades básicas do dia a dia. E a situação não fica por aqui. Entretanto, chegaram finalmente ao local máquinas pesadas e começaram trabalhos no pavimento da estrada”, apontam.
“Perante isto, surge uma nova preocupação para os moradores: Como vão ficar as pessoas que vivem aqui se a estrada tiver de ser condicionada ou encerrada durante os trabalhos? Os moradores continuam sem água, não têm uma previsão concreta para a reposição do abastecimento e agora enfrentam trabalhos com maquinaria pesada junto às suas habitações e possíveis condicionamentos à circulação”, denunciam,
“Depois de mais de 24 horas sem água, de várias equipas terem passado pelo local sem conseguirem resolver o problema, de existir aparente falta de comunicação entre os serviços e de os próprios moradores terem de explicar repetidamente aos trabalhadores aquilo que se passou, a pergunta é inevitável: Onde está a coordenação? Onde está a informação aos moradores? Onde está uma previsão para o regresso da água? E quem está a garantir que estas pessoas continuam a ter acesso às suas habitações durante os trabalhos? Os moradores compreendem que possam existir obras e intervenções necessárias. O que não compreendem é a falta de informação, a ausência de uma previsão e a forma como toda esta situação está a ser gerida”.
Conforme refere, está em causa um serviço básico e essencial: água potável nas casas das pessoas.
“Os moradores pedem que a situação seja tornada pública e que a entidade responsável esclareça:
– Qual é exactamente a origem do problema;
– Porque motivo o abastecimento não foi reposto quando inicialmente indicado;
– Porque motivo diferentes equipas aparentam não ter informação sobre as intervenções realizadas anteriormente;
– Porque razão não existe, até ao momento, uma previsão concreta para o regresso da água;
– Que medidas estão a ser tomadas para garantir água às pessoas afetadas enquanto a situação não for resolvida;
– E quais serão os condicionamentos à circulação e ao acesso às habitações durante os trabalhos agora iniciados.
Os moradores não estão a pedir nada de extraordinário. Estão simplesmente a pedir água, informação e uma resposta adequada perante uma situação que afecta directamente as condições básicas de vida de toda uma comunidade”, concluem.

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