Deputados do PSD “não aceitam”alterações na RTP-Madeira

O PSD reuniu-se com a direcção da RTP-Madeira, na sequência das notícias recentemente divulgadas, relacionadas com as anunciadas alterações no modelo gestão da televisão na RAM, “nomeadamente a alegada transferência experimental de competências de emissão para Lisboa”. Os deputados eleitos pelo PSD-M no parlamento nacional encontraram-se hoje com o director do Centro Regional da RTP-M, Martim Santos.

Para os deputados social-democratas, “a defesa da RTP-M é fundamental”, porque presta um serviço público de “qualidade” e tem capacidade própria de emissão.

“É, no fundo, também um símbolo da nossa afirmação, da nossa identidade regional”, asseveram os deputados, que dizem que já anteriormente solicitaram mais meios humanos e financeiros para a televisão na RAM, não vendo portanto com bons olhos o que interpretam como uma retirada de autonomia ao centro regional. “A mesma foi chumbada pela maioria socialista de então”, recordam.

A RTP-Madeira, dizem, concorre para “os princípios da continuidade territorial e coesão”. Para os social-democratas, não se trata de uma delegação da RTP, mas um centro regional com autonomia própria.

O director do Centro Regional “fala numa questão operacional”, deram conta os parlamentares social-democratas, garantindo que não há interferências com a autonomia do centro na RAM.

“A questão que se coloca é que a emissão, que era lançada a partir da Madeira, passa a ser lançada por Lisboa (…) É, no fundo, como darmos a chave da nossa casa a terceiros. E, quando damos a chave da porta de entrada, mais cedo ou mais tarde podemos também dar a porta dos quartos… É um princípio que não aceitamos. Manifestámos também a nossa discordância com os acertos da grelha feitos por profissionais de Lisboa”.

Para os social-democratas, trata-se portanto de uma ingerência indesejável, pelo que os parlamentares social-democratas prometem realizar algumas “diligências” no sentido de reverter esta situação.


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