Imagens: a arte da tatuagem na diversidade turística do Funchal

Rui Marote
Em destaque na nossa rubrica “Imagem” de hoje, e a demonstrar a diversidade que anima hoje em dia o centro do Funchal, fica esta intrincada “tapeçaria” tatuada, verdadeira montra viva desta arte, exposta na base da escultura do descobridor da  Madeira, João Gonçalves Zarco, do escultor Francisco Franco, que não  passou despercebida a quem circulava na placa central.
Pelo intrincado, a tatuagem quase fazia lembrar as antigas montras de bordado Madeira que expunham peças realizadas por “mãos de fada” com desenhos magníficos, que paravam turistas e  madeirenses contemplando uma arte que nos dias de hoje está a desaparecer.
A arte da tatuagem colorida nas pernas desta turista é  milenar e nos dias de hoje é muito procurada por homens e mulheres. Tudo indica que a prática de marcar o corpo é tão antiga quanto a própria humanidade. A tradição foi redescoberta em 1769,  quando o navegador inglês James Cook realizou a sua expedição à Polinésia e registou o costume em seu diário a bordo: homens e mulheres pintam os seus corpos. Na língua deles chamam isso de tatau, disse.
No Ocidente, a técnica caiu em desuso com o Cristianismo, que a proibiu – pois, está escrito no Levítico, livro do Antigo Testamento: “Não façais incisões no corpo por causa de um defunto e não façais tatuagem”.
Durante muito tempo as forças armadas portuguesas e militarizadas tinham regulamentos próprios proibindo as tatuagens e só em 2016 a lei foi alterada, porque o número de adesões baixou drasticamente.
Como exemplo, para a GNR não é permitido o uso de tatuagens ou outras formas de arte corporal que sejam visíveis, quando uniformizado. Mas outras tatuagens já são permitidas em muitas forças militarizadas ou da ordem, desde que não evidentes.
Como eram realizadas as tatuagens antigamente? Com ferramentas feitas de materiais naturais como madeira, ossos, pedras e espinhas de peixe que eram utilizadas para perfurar a pele e inserir pigmentos, como carvão ou fuligem  para criar desenhos. Hoje temos verdadeiras clínicas dessa arte milenar e com tecnologia avançada. Cada é livre de mexer no seu corpo como bem entender.
Significa que alguém realiza uma tatuagem porque tem prazer em fazer, pelo seu aspecto estético ou simbolismo, não por obrigação  ou por necessidade.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.