MPT propõe restabelecimento da linha de ferry

O Partido da Terra (MPT), que se assume “como força política humanista, descentralizadora e defensora da justiça social e ambiental, apresenta-se às eleições legislativas de 18 de Maio de 2025 com propostas concretas e realistas para melhorar a vida dos cidadãos, em particular nas Regiões Autónomas”.

Na Região Autónoma da Madeira, os sectores da agricultura e das pescas continuam a ser pilares essenciais da economia local e da identidade cultural madeirense, refere Ricardo Camacho, o candidato.

“Contudo, enfrentam hoje desafios graves: dificuldades no escoamento da produção, envelhecimento dos profissionais, fraca renovação geracional, elevado custo dos factores de produção, quotas europeias penalizadoras e ausência de uma política nacional eficaz para as Regiões Ultraperiféricas”, refere.

“Estas dificuldades”, refere, “são agravadas por uma crónica falta de infraestruturas logísticas adequadas, nomeadamente a inexistência de uma ligação marítima regular e estável entre a Madeira e o continente português”.

“O Partido da Terra propõe, como solução estratégica e humanamente justa, o restabelecimento de uma linha de ferry que assegure o transporte de mercadorias e passageiros de forma regular e a preços acessíveis. Esta medida permitirá:

  • Melhorar significativamente o escoamento dos produtos agrícolas e da pesca regional;
  • Reduzir custos logísticos para os pequenos e médios produtores;
  • Facilitar a mobilidade das pessoas, famílias e trabalhadores;
  • Incentivar o turismo de proximidade e de permanência prolongada.

Esta é uma reivindicação legítima e uma necessidade de base para garantir igualdade de oportunidades entre os cidadãos do continente e das ilhas”, refere uma nota.

“Num Estado que se pretende justo e solidário, a República tem o dever de apoiar financeiramente esta ligação, tal como já acontece noutras regiões ultraperiféricas da União Europeia. A Madeira não pode continuar isolada nem penalizada pela sua condição geográfica. O Partido da Terra defende um modelo de desenvolvimento centrado na dignidade humana, na sustentabilidade dos territórios e no respeito pela economia local. Rejeitamos políticas centralistas e cegas à realidade das populações”, defende o candidato.


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