Rui Marote
Estepilha, ninguém anda normalmente na rua com a cabeça virada para o céu, porque lá de cima só vem chuva ou excremento de pássaros. Porém, o Estepilha, sempre atento e com os olhos no infinito, detectou que a Rua de João Tavira é um prolongamento da “Festa da Flor”; os telhados são verdadeiros jardins suspensos como os da Babilónia. Nos beirais dos edifícios a flora é abundante.
O porquê desta vegetação? As poeiras que circulam no ar, a chuvas, os pássaros que deixam os excrementos nos beirais, tudo isto é essencial para a germinação e o clima é propício para o seu desenvolvimento. Os proprietários desde há muito desistiram e abandonaram a manutenção de telhados, caleiras e pinturas.
Concluindo: está à vista este estado de limpeza, que mais tarde ou mais cedo causa infiltrações nos tectos e caleiras degradadas. Pode causar infiltrações nas casas e prejudicar os utentes que circulam nas ruas e que podem enfrentar em dias chuvosos autênticos banhos de cascata…
Falta um Nabucodonosor atento identificando e alertando os proprietários do estado dos edifícios e aconselhando a sua limpeza.
Se queremos uma cidade limpa cabe a cada um de nós contribuir.
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