JPP diz que reabilitação da Quinta Pedagógica está “encrencada” há três anos e exige celeridade

Uma delegação parlamentar do JPP, liderada por Élvio Sousa, onde se incluía o deputado da Calheta na Assembleia Legislativa Regional da Madeira (ALRAM) Basílio dos Santos, deu início esta terça-feira à iniciativa “Deputados pelo povo”, o que na prática se traduz em visitas organizadas aos diferentes concelhos para tomar o pulso à realidade, ouvir as populações sobre os problemas reais e trabalhar as melhores soluções.

Na visita à Calheta, e já na freguesia dos Prazeres, o líder do JPP chamou à atenção para “a inconcebível lentidão” das autoridades regionais e locais com o desenrolar do projeto de requalificação da Quinta Pedagógica – Mini Zoo da Quinta Pedagógica dos Prazeres.

A Quinta foi durante vários anos a principal atração para forasteiros pelo conceito inovador que desde sempre desenvolveu, proporcionando ambientes de aprendizagem do mundo rural, agricultura, pecuária, botânica, plantas medicinais, educação ambiental, tradição e etnografia, usos e costumes, práticas tradicionais e valorização da economia familiar e local.

Ao longo dos tempos, este projeto ancorado na identidade local, foi conquistando vários e prestigiados prémios regionais, nacionais e internacionais como reconhecimentos pela qualidade das suas produções artesanais, como sidra, licores, vinagres e compotas.

É para este “património único” que o JPP quer chamar a atenção. Como líder do principal partido da oposição, Élvio Sousa deixou o compromisso de “redobrar a atenção para os aspetos mais relevantes do ponto de vista regional mas também para os assuntos locais”.

“A Quinta Pedagógica dos Prazeres é um projeto nuclear e de grande relevância regional e por essa razão mereceu a atenção do grupo parlamentar do JPP”, explicou o dirigente partidário. “Estamos cá para dizer que o governo e a autarquia têm que ser mais diligentes e céleres com o projeto de requalificação”.

A requalificação da Quinta foi aprovada em 2022, e no âmbito do Orçamento Participativo da Região para esse ano, foi consagrado um milhão de euros para o projeto. O prazo de execução era de 12 meses. “Três anos depois, a obra ainda não viu a luz do dia”, realça Élvio Sousa. “Isto é inadmissível”, reforça.

“Governo e autarquia têm de ser mais céleres, arregaçar as mangas e trabalhar mais”, evidencia. “Três anos é tempo demais, com grandes prejuízos para a promoção e o desenvolvimento da freguesia dos Prazeres”.

O líder da oposição lembra que em outubro próximo a Quinta faz 25 anos, e que ao longo deste quarto de século deu fama e bom nome à Madeira e sobretudo ao concelho da Calheta. “Governo e autarquia têm o dever de honrar esse trabalho e sobretudo o compromisso assumido para executar o projeto, que era de 12 meses, mas já se passaram 36 meses e nada”, destaca. “Todos os interlocutores têm de ser mais ágeis e céleres, já vamos com três anos de atraso, é inconcebível. Urge resolver a situação rapidamente”.


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