Morreu o homem da cultura, Pascal Errante. É reconhecido pelo seu trabalho, entre outras, nas áreas da ilustração editorial e infantil, cartoon e desenho cientifico.
Sobre ele escreveu a diretora do Departamento de Cultura da CMF, Sandra Nóbrega:
“O Pascal era um génio criativo que deu fôlego a tantas letras através da ilustração de tantos livros.
Trabalhou com amor e uma dedição extraordinária no projeto de mediação “Escuto”: guiou tantos jovens pelos bastidores do teatro, pelas telas do Henrique e Francisco Franco e pela história do Açúcar.
Recentemente criou o roteiro associado ao projeto Luz ao Fundo do Túnel, além de ter sido o responsável pela imagem e conceito associado à criação da Galeria Impulso, que apoia jovens artistas no Funchal.
O Pascal era assim. Mais preocupado com os outros do que consigo.
Esteve connosco no início da organização da Feira do Livro deste ano, projeto que teve de interromper por ter ficado muito doente. Visitou-nos pela última vez há duas semanas.
Pascal era especial e vamos sentir muito a sua falta.”
Também sobre ele escreveu Luísa Paolinelli:
“Não consigo imaginar um mundo sem o Pascal Errante. De repente, ficámos mais tristes, menos cheios da sua bondade e generosidade, do seu entusiasmo de criança quando gostava de alguma coisa, da sua humanidade. Uma vez, disse-me que o seu animal preferido era o elefante. Para ele, representava o mistério da vida tão grande que tenta decifrar o pequeno. Espero que esteja algures a entusiasmar-se de novo, a pensar no que um elefante sonha e que desenhe e pinte muito para fazer o céu um lugar mais belo. Essa esperança não me apaga a tristeza de não o ter aqui ao pé de nós.”
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