PS quer medidas para “proteger a economia” da RAM das tarifas dos EUA

O PS-M está a preparar um conjunto de propostas legislativas que visam “apoiar a economia regional face ao aumento das tarifas alfandegárias sobre as importações, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA)”.

Os socialistas foram discutir isto mesmo numa reunião com a Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), organismo que partilha das mesmas preocupações e da necessidade de serem implementadas medidas para mitigar os impactos da decisão da administração Trump.

No final do encontro, Gonçalo Leite Velho, deputado eleito pelo PS-M nas eleições regionais do passado mês de Março, disse que este pacote de medidas visa “dar segurança à Região” perante “esta loucura que é o aumento das tarifas”.

Entre as propostas está a criação de um fundo de apoio à tesouraria – o qual poderá passar por linhas de crédito bonificado e pela subsidiação compensatória – para auxiliar as empresas afectadas a absorver estes custos adicionais, bem como um programa de apoio à procura de mercados de exportação, possibilitando que as empresas reduzam a sua dependência do mercado americano.

O PS defende igualmente medidas de alívio fiscal temporário para as empresas dos setores mais afectados pelo aumento das tarifas e ainda “um reforço da diplomacia, da cooperação institucional e do diálogo, envolvendo a diáspora, de modo a “encontrar outros canais que possam fazer frente a esta subida das tarifas pela administração Trump”.

“O nosso objectivo neste momento é dar apoio imediato às empresas que possam estar a sofrer impactos”, acrescentou Gonçalo Leite Velho, apontando sectores específicos como o turismo, o imobiliário e produtos como o Vinho Madeira.

O deputado eleito pelo PS reforçou a necessidade de agir no imediato. “Não podemos estar aqui com recuos, nem podemos estar a temporizar. Nós precisamos de acção urgente e é exatamente isso que o PS está a fazer”, assegurou. As medidas propostas visam essencialmente “dar conforto ao tecido empresarial”.

“Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela, e são exactamente essas janelas de oportunidades que nós pretendemos abrir para o tecido empresarial madeirense”, concluiu.


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