Os deputados do PS-M defenderam hoje a melhoria do serviço de transportes públicos rodoviários na Região e a valorização da carreira dos motoristas. Estes foram dois dos assuntos discutidos numa reunião ocorrida esta manhã entre os deputados socialistas e o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira.
A reunião serviu para abordar os desafios que se colocam a este sector, particularmente numa altura que a nova rede SIGA – a funcionar desde Julho passado – tem vindo a merecer repetidos reparos por parte dos utilizadores.
Paulo Cafôfo salientou a importância do sector dos transportes para uma mobilidade que se quer cada vez mais eficiente, quer para a população residente, quer para a cada vez maior procura turística. “Isto implica que tenhamos um serviço devidamente planeado e pronto para corresponder à procura e às necessidades dos utilizadores”, disse o líder parlamentar do PS, voltando a defender uma maior frequência de determinadas carreiras, bem como a criação de novas rotas.
“Como é que queremos potenciar o uso dos transportes públicos e contribuir para uma mobilidade mais sustentável se, mesmo depois da reestruturação do sector, continua a não haver uma resposta adequada e compatível com as exigências da população?”, questionou.
Por outro lado, Paulo Cafôfo não deixa de apontar que a melhoria do serviço tem de estar, indissociavelmente, relacionada com uma valorização dos profissionais do sector. O líder parlamentar socialista vinca a enorme responsabilidade que recai sobre os motoristas de transportes públicos, classe que já sente neste momento uma escassez de profissionais qualificados que tem de ser atempada e adequadamente acautelada.
Além da necessidade de modernizar infraestruturas e condições laborais, garantindo a segurança e a qualidade do serviço, o socialista destaca a urgência de implementar uma política remuneratória justa, de acordo com as exigências, responsabilidade e qualificação profissional da actividade.
À semelhança do que já havia apontado anteriormente, Paulo Cafôfo defende a valorização destes profissionais, por via de aumentos salariais que tenham em conta a inflação e a subida do salário mínimo, mas também uma redução faseada do horário laboral para as 35 horas semanais.
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