O Museu Etnográfico da Madeira (MEM), um espaço tutelado pela Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura, através da Direcção Regional da Cultura, e localizado na Ribeira Brava, inaugura a mostra “Onde a Lã Vive”, amanhã, dia 17 de Outubro, pelas 17h30. Esta é uma exposição temporária, que se insere num projecto mais vasto, que tem sido desenvolvido, nos últimos anos, pelo MEM, o qual, para além do projecto expositivo, procura contemplar outras vertentes de divulgação cultural.
Estas mostras temporárias representam, diz um comunicado, um trabalho de investigação e divulgação apenas da responsabilidade dos técnicos da equipa do museu; “mas, em alguns anos, temos procurado, igualmente, estabelecer parcerias com outras instituições ou privados e envolver a comunidade”.
Este ano, o projecto resulta de uma parceria com o Colectivo Enfia o Barrete (Irina Andrusko e Luz Ornelas) e teve, ainda, a colaboração da autora Rafaela Rodrigues. É o resultado da recolha e estudo prático à volta de dois rebanhos em regime silvipastoril (ACGSP), duas fiandeiras de lã. Isabel da Eira e Isabel Ferreira, e o repertório de tricot/malhas.
Visa dar a conhecer a lã, uma matéria-prima regional, ao longo do seu ciclo completo, desde a pastagem até à sua transformação em objecto, destacando a sua ligação à natureza e o papel fundamental do homem neste processo. O percurso expositivo abrange o trajecto da lã, desde o mundo vegetal e animal até à sua integração na cultura.
Ao reconhecer este património e afirmar o seu valor, a exposição propõe uma interpretação contemporânea da lã e das tradições a ela associadas, recorrendo a experiências artísticas.
O percurso recriado no espaço museológico procura compreender o que já existia na Região Autónoma da Madeira, o que ainda persiste e o que poderá surgir no futuro, tendo sempre em consideração a realidade actual. Trata-se de um encontro íntimo entre o visitante e a lã.
Esta exposição não abrange toda a produção de lã na Madeira, nem todo o património cultural a ela associado, e não se configura como um estudo exaustivo.
Para além da exposição temporária, inclui um projecto editorial, este ano, o N.º 8 da Colecção Cadernos de Campo, livro/catálogo, que será lançado posteriormente e que contextualiza e desenvolve, de forma mais profunda, a exposição, ponto de partida deste projecto; inclui ainda um vídeo, exibido durante a exposição e divulgado online e que será o N.º4, da série de documentários do MEM, “Museus Vivos”, com produção, realização e montagem de Rui Dantas e ainda várias oficinas práticas, promovidas por especialistas ou artífices em parceria com os serviços educativos do Museu, durante o período de exibição da exposição.
Ainda antes do final do ano, contemplará, também, a apresentação pública do livro infanto-juvenil de Rafaela Rodrigues, “A fiandeira”, um complemento importante, no que toca à mediação cultural.
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