O assunto já se torna recorrente mas o facto é que ninguém resolve. O silêncio oficial com a justificação das negociações entre quem de direito é conversa fiada e estão a ir ao bolso dos cidadãos, como se costuma dizer na gíria. A procura pelas viagens aéreas disparou de forma substancial e os aeroportos nacionais e internacionais tornaram-se verdadeiras passadeiras de multidões. Acontece que, sendo a procura superior à oferta, continuam a ser praticados preços verdadeiramente escandalosos pelas companhias aéreas com a agravante de as reuniões com os governos redundarem em nada.
Em resultado, são os cidadãos que vão arcando com as custas. Mas não só. O número de voos de todas as companhias, incluindo a TAP, é o número de voos que nem dá para as encomendas. Mais: as companhias não querem comprar mais slots para aumentar a cadência de voos. Por isso, é observar os preços verdadeiramente exorbitante que estão a ser cobrados, ao ponto de, por vezes, um só percurso exceder os 400 euros, obrigando o passageiro a pagar não os 86 euros (com o reembolso do governo) mas o dobro, portanto 172 euros.
Como se não bastasse o valor desmesurado do preço, nem há voos para as solicitações, como o FN tem alertado sucessivas vezes. Basta só ver que, no final deste ano, as viagens de regresso dos estudantes esbarra com esta realidade insustentável. Como têm de marcar com antecedência os voos, os valores a pagar são elevadíssimos e nem há disponibilidade de voos para certos dias.
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