Albuquerque devoto, despreocupado e inamovível perante os críticos

foto facebook GR

O chefe do executivo madeirense continua tranquilo ” de pedra e cal” perante as críticas sobre o que muitos consideram ser uma gestão ruinosa do incêndio recente que deixou calcinadas as serras da Madeira. A nível regional (inclusive dentro do seu próprio partido) a insatisfação é muita e a nível nacional, a imagem de Miguel Albuquerque encontra-se tremendamente desgastada, ainda para mais, depois do impacto mediático do megaprocesso que levou Pedro Calado à demissão, mas, quem o vê na festa do Bom Jesus de Ponta Delgada, na missa, devoto, e em declarações aos jornalistas, constata que do presidente madeirense só emana tranquilidade e autoconfiança. Parece tão sólido quanto a pirâmide de Keops, no Egipto.

Nem a condição de arguido num processo por alegada corrupção, nem o fogo que lavrou nas montanhas madeirenses enquanto o presidente descansava no Porto Santo (com algumas interrupções em visitas à Madeira, para ver como andavam as coisas) o perturbam minimamente.

Miguel Albuquerque respondeu hoje a questões colocadas pela comunicação social dizendo que Marcelo Rebelo de Sousa nada tem para ver na Madeira, caso o chefe de Estado resolvesse fazer uma visita a este espaço insular; pois só há “mato queimado” que será recuperado. Diz que falou com o presidente da República via telefone e nada mais.

Quanto a prestar contas da sua gestão do incêndio no parlamento madeirense, Albuquerque refere que nada teme, não tem medo de ninguém e muito menos de prestar contas aos deputados, e puxa aliás dos seus pergaminhos para demonstrar que, de resto, o tem feito regularmente e de uma forma que não tem paralelo nos governos anteriores.

Continuando a minimizar a situação, diz que apenas um “núcleo residual da Laurissilva” foi afectado.

E, no mais, recusa “chantagens”, quando as vozes críticas se levantam para pedir a demissão, se não dele próprio, pelo menos de Pedro Ramos, secretário com a tutela da Protecção Civil, e do próprio director da mesma.

O facto de não se terem verificado infraestruturas danificadas nem vítimas é, para Albuquerque, tudo o que interessa.

E insiste que é nas suas mãos que repousa a “estabilidade” da Madeira, estabilidade essa, já se sabe, essencial para o crescimento da iniciativa privada e da produção de riqueza, discurso tão comum na boca de Albuquerque em todas as situações.

Entretanto, o presidente do PS-Madeira, Paulo Cafôfo, publicou hoje na sua página pessoal na rede social Facebook um outro apontamento crítico: o de que o governo regional “está com os cofres cada vez mais cheios e os madeirenses com os bolsos cada vez mais vazios”.

O Boletim de Execução Orçamental 8/2024 demonstra que nos primeiros 7 meses deste ano, há um EXCEDENTE ORÇAMENTAL DE 74,2 MILHÕES DE EUROS. A receita fiscal aumentou sobretudo devido ao IVA e IRS”, aponta Cafôfo.
O PS apresentou no orçamento de 2024, a redução daqueles impostos em 30%. O PSD chumbou! Temos um governo rico numa Região pobre. Quem gosta que continue a votar nos mesmos que nos governam há 48 anos”, refere Paulo Cafôfo.
Mas, como Miguel Albuquerque diz não se incomodar com as pressões das redes sociais, sem dúvida que mais este remoque socialista também não o perturba.

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