Vinho Madeira candidato a Património Imaterial da Humanidade

Será apresentada, no próximo dia 11 de Setembro, a candidatura do vinho Madeira a Património Cultural Imaterial da Humanidade. A cerimónia realizar-se-á na parte da tarde, a partir das 17h30, no auditório principal do Colégio dos Jesuítas.
Esta será a apresentação oficial desta proposta de inscrição na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Trata-se de uma iniciativa da Universidade da Madeira.
Conforme esclarece esta entidade académica, a candidatura está a ser preparada desde o início do corrente ano por uma equipa multidisciplinar de investigadores e docentes da Universidade da Madeira, coordenada por António José Marques da Silva (Escola Superior de Tecnologias e Gestão da UMa / CITUR-Madeira, pós-doutoramento em História e Arqueologia), e constituída por Naidea Nunes Nunes (Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da FAH-UMa / CITURMadeira / CLUL / CIERL, pós-doutoramento em Ciências da Linguagem e Linguística  Aplicada) e por Rossana Andreia Neves dos Santos (Escola Superior de Tecnologias e Gestão / CITUR-Madeira, doutoramento em Turismo).
Esta iniciativa tem sido financiada exclusivamente pela Reitoria da Universidade da Madeira até à data, a execução do projecto sendo supervisionada pela Pró-Reitora do Desenvolvimento do Ensino Politécnico, Susana Teles (Escola Superior de Tecnologias e Gestão da UMa / CITUR-Madeira, doutoramento em Gestão).
A candidatura conta agora com o apoio da Presidência do Governo da Região Autónoma da Madeira, da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, da Secretaria Regional das Comunidades e da Cooperação Externa e com o consentimento da Assembleia Legislativa Regional no que toca à inscrição no inventário nacional do PCI, expresso explicitamente na Resolução da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira n.º 14/2018/M de 5 de Junho.
As câmaras municipais da Calheta, de Câmara de Lobos, do Porto Santo e de Santa Cruz consentem e apoiam, participando activamente no processo de divulgação da candidatura. A Mesa da Secção dos Vinhos da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) também deu o seu consentimento e apoia esta iniciativa, enquanto coletivo que representa todas as empresas exportadoras de vinho Madeira: H. M. Borges, Henriques & Henriques, J. Faria & Filhos, Justino’s, Madeira Vintners, Madeira Wine Company, Pereira d’Oliveira, Vinhos Barbeito.
A candidatura tem também o apoio da Confraria Enogastronómica da Madeira.
A equipa de trabalho está actualmente a preparar o pedido de inscrição do vinho Madeira no inventário nacional do património cultural imaterial junto do Ministério da Cultura de Portugal, tendo o apoio da Mesa dos Vinhos da ACIF para reunir a documentação necessária para este efeito, contando com a colaboração de todas as empresas que integram esta organização.
Paralelamente, a Universidade da Madeira tem vindo a tomar várias medidas que visam salvaguardar as tradições imateriais à volta do vinho Madeira, bem como o património filogenético, paisagístico e as práticas agrícolas que lhe estão associadas.
“Tem vindo a implementar projetos pilotos que visam a sua preservação de
uma forma holística, juntamente com outros patrimónios enogastronómicos da Região, através da prática de um Slow turismo, mais sustentável e responsável. Nesse âmbito, a equipa de trabalho tem vindo a desenvolver um projecto piloto em várias zonas da ilha que concilia a preservação de patrimónios em risco de extinção (castas malvasia cândida e malvasia fina – boal, cuscuz e peixe seco). Entre as acções em curso, é de salientar a organização de um festival enogastronómico internacional dedicado a esta tríade, no próximo ano, e o pedido de inscrição dos produtos acima referidos na Arca do Gosto da Slow Food, bem como um projecto piloto de Slow turismo no concelho da Calheta”, diz a organização.

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