
A discussão é muita na sociedade civil, acerca da forma como surgiu este incêndio que lavra nas serras da Madeira e sobre a gestão governamental do mesmo e do espaço florestal em geral. O conhecido ecologista e antigo vereador com a tutela do Ambiente na CMF, Raimundo Quintal, reagiu à publicação de um padre natural do Curral das Freiras, que disse na sua página da rede social Facebook o seguinte: “Na minha infância, enquanto tivemos gado [na Serra] nunca vimos estes picos a arder”.
Quintal reagiu também na sua página da rede social Facebook, dirigindo-se directamente ao padre Silvano Gonçalves, actualmente colocado na Calheta, que “aproveitar uma tragédia para fomentar o ódio é pecado”.
E acrescentou: “Após o fim do incêndio estou disposto a debater consigo na RTP Madeira as causas e a ocorrência de incêndios na Madeira e em particular no Curral das Freiras. Ao contrário do que escreveu, nos últimos dois séculos foram muitos os incêndios com a origem e trajectória semelhantes ao que ocorre neste momento, quando havia pastoreio na serra do Curral das Freiras.
Num debate civilizado apresentarei datas e provas do que afirmo.
É grave fazer afirmações, que soam a verdades absolutas, que não têm o mínimo fundamento na História e na Geografia da Madeira.
Entretanto, aconselho o Senhor Padre a ler o relatório técnico elaborado por uma equipa multidisciplinar após aluvião de fevereiro de 2010 e as Providências do Brigadeiro Oudinot após a aluvião de outubro de 1803.
Finalmente, recomendo que leia os estudos científicos sobre as alterações climáticas na Madeira.
A Terra, comprovadamente não é o centro do Universo, e, felizmente, a Inquisição já acabou”, disse Raimundo Quintal.
O padre Silvano Gonçalves considerou ontem que “quem se lembrou de tirar o gado da serra” devia vir ver como está o Curral.
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