Os inquilinos do Palácio dos Carvalhais anunciaram em 21 de Julho de 2023 que 40 câmaras de vigilância entravam em funcionamento em 2023. O ex-presidente da Camara reforçava a importância da existência de regulamentos que salvaguardem e defendam a população.
Um ano depois essas câmaras tardam a chegar. Nas Jornadas Madeira, “Balanço da Legislatura e Segurança na Cidade”, em que participaram altas figuras, o presidente de Câmara, presidente do Conselho Regional da Madeira da Ordem dos Advogados, comandante regional da PSP, secretário regional de Educação, Ciência e Tecnologia, e o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira o presidente da edilidade apontou o alcoolismo – a que se junta os consumos por drogas sintéticas – como um dos principais problemas, sendo causa de criminalidade, daí a CMF estar a limitar o horário dos estabelecimentos de animação nocturna, para evitar os problemas decorrentes: vandalismo e vítimas de alcoolismo.
O diagnóstico foi feito e a “cura” seriam as 40 câmaras, um investimento de 1 milhão e meio de euros contribuindo para uma maior segurança, realçando a existência de outras 14 câmaras, estas para cobrir o tráfego automóvel.
Todo este rol de intenções caíu em saco roto. Ninguém deu continuidade. A minha Mãe dizia sempre “de boas intenções está o Inferno cheio”. Nos dias de hoje volta anunciar-se é o parque automóvel da Praça do Município, uma obra “lunática” jogando a bola para a DRC com a promessa de que avançará “desde que fique salvaguardado o património arquitectónico e cultural ali existente”, aponta a autarquia.
Se aparecerem vinte vestígios arqueológico o parque projectado para 500 viaturas ficará reduzido para metade porque em vez de parque será uma visita subterrânea tipo feira de diversões “Casa dos Horrores”.
Não vamos dar mais tiros nos pés! Temos as ruínas do Forte São Filipe no Largo do Pelourinho cuja abertura foi anunciada no início de Setembro de 2023. A reaqualificação custou três milhões e meio de euros e dentro de um mês faz um ano que estão encerradas.
O Funchal para evoluir tem de ser uma cidade com regras. As câmaras de vigilância são bem mais importantes, pois não é preciso estar necessariamente a ver a Polícia para saber que “estão lá” e de olho.
Estive mais de uma vez em Singapura, verdadeiro país das regras e das multas, mas também o sítio mais limpo onde já estive: não há ponta de lixo nas ruas. Comer pastilha elástica ou pior ainda atirá-la para o chão, cuspir, fumar em alguns sítios mesmo que na rua, gestos que todos achamos tão pouco civilizados mas que aqui e ali vamos vendo, são proibidos em Singapura.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




