CDU volta a denunciar precariedade laboral e empobrecimento

A CDU realizou hoje uma acção de contacto com a  população no concelho de Câmara de Lobos, com o objectivo de denunciar o aumento dos números de precariedade laboral na Região assim como a desvalorização do salário real dos madeirenses e porto-santenses, tendo em conta o aumento do custo de vida e a inflação.

O deputado Ricardo Lume afirmou: “Os novos dados estatísticos divulgados no passado dia 10 de Maio pela Direcção Regional de Estatística  sobre o 1º trimestre de 2023 comprovam que a redução do desemprego e o propalado crescimento económico continuam a serem feitos através do aumento da precariedade laboral e dos baixos salários, ou seja, a política de exploração e empobrecimento que continua a negar uma vida melhor a muitos milhares de madeirenses”.

Ricardo Lume considerou, aliás, o aumento da precariedade laboral na Região extremamente preocupante. Entre o 4º trimestre de 2022 e  o 1º trimestre de 2023 o número de trabalhadores com contrato a termo aumentou 10%, ou seja, já são mais de 20 mil os trabalhadores na Região com esta tipologia de contrato laboral. O subemprego também aumentou 9,2%, neste mesmo período, e já são mais de 4,3 mil os madeirenses nesta condição laboral. Se a estes números juntarmos os falsos recibos verdes verificamos que mais de 25% dos madeirenses e porto-santenses que têm trabalho encontram-se numa situação de instabilidade laboral”, acusou.

O deputado da CDU declarou ainda que é também extremamente preocupante acompanhar a evolução salarial na Região, numa altura em que existiu uma inflação a rondar os 8%,  que o preço do cabaz dos bens alimentares aumentou mais de 29% desde o início de 2022 até à presente data, que aumentou os custos com a energia, que aumentou  os custos com a habitação, que aumentou a taxa de juro e a prestação do crédito à habitação, numa altura em que é divulgado o maior PIB de sempre da Região, em que falam na falta de mão de obra, é inaceitável  e incompreensível que no 1º trimestre de 2023 o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores na Região seja  de 904€, apenas mais 29€ que no mesmo período do ano passado, ou seja, existiu um aumento  nominal do rendimento disponível do trabalhador na ordem dos 3,3%, mas tendo em conta o  aumento do custo de vida quem vive do seu trabalho perdeu poder de compra e está a empobrecer”.

Para Ricardo Lume, “os madeirenses e porto-santenses não estão condenados a esta política de exploração e empobrecimento promovida pelo PSD e o CDS, baseada na precariedade laboral e nos baixos salários, há uma outra política capaz de valorizar o trabalho e os trabalhadores, em que seja reconhecido que a cada necessidade de trabalho permanente corresponde um vínculo de trabalho efectivo, em que o trabalhador tenha um salário que valorize o seu papel determinante na criação da riqueza da Região, uma política que coloque efectivamente a Autonomia ao serviço dos trabalhadores e do povo”, garantindo que é possível viver melhor na Região.


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