
A equipa da Confiança na Câmara Municipal do Funchal questionou hoje, em reunião de executivo, sobre o estado de degradação e as condições de segurança do Parque de Santa Catarina, após a intensa pressão de eventos que ali têm acontecido.
Na sequência de várias queixas apresentadas por munícipes sobre o evidente estado de degradação dos jardins do Parque de Santa Catarina, após a pressão provocada por semanas sucessivas de eventos no local, os vereadores da Confiança abordaram hoje este assunto procurando explicações para o desleixo da atual gestão municipal.
Além da contestação pública, vários trabalhadores do município contactaram a Confiança, denunciando o que consideram ser uma absoluta falta de respeito pelo seu trabalho, quando vêm a multiplicação de autorizações para a utilização do espaço sem salvaguardar o tempo de regeneração dos espaços verdes. Muitas vezes verificam-se não só a destruição parcial dos sistemas de rega, como também o vandalismo de equipamentos colectivos como bancos, papeleiras e guardas. O relatos desta situação de abandono da prioridade aos jardins públicos estende-se a outros espaços verdes da cidade, como por exemplo o Jardim do Almirante Reis que coleciona lixo e degradação.
A segurança do espaço também é uma preocupação, uma vez que ainda se encontram no local várias estruturas utilizadas nos eventos, como os palcos e andaimes, sem qualquer monitorização ou balizamento e acessíveis a qualquer pessoa, passíveis de constituir um risco para crianças ou outros utentes do parque público.
“Este executivo do PSD não tem poupado esforços nem o dinheiro dos funchalenses, para maquilhar a cidade com propaganda, tentando transformar tudo num arraial, e as consequências começam a ficar à vista de todos. ”, acusa a vereadora Cláudia Dias Ferreira. “Ao invés do desleixo que temos assistido, a cidade quer-se cuidada e acarinhada, como se se tratasse da nossa casa.”, defende a autarca da Confiança.
Na Ordem de Trabalhos destaca-se o voto contra dos vereadores da Confiança à legalização da construção de uma piscina em terreno público, por parte de um promotor privado. A proposta de distrate de uma cedência ao município, no âmbito de uma operação urbanística, acabou aprovada apenas com os votos favoráveis do PSD.
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