Rui Marote
As imagens são esclarecedoras mas a autarquia funchalense continua de braços cruzados. A cidade está infestada de pombos, os “ratos do ar”, que “atacam” impiedosamente os clientes das esplanadas.
Esta manhã os pombos esfomeados, em alvoroço, faziam da ponte do Bazar do Povo o seu pombal. Estão espalhados por toda a cidade. Fazem voos do Largo do Chafariz para a ribeira de Santa Luzia e o varão de protecção à ponte é um verdadeiro poleiro.
Hoje o cenário foi diferente para os pombos: na passadeira de acesso ao Largo do Phelps, assistiu-se ao atropelamento de um pombo, por essa ave não respeitar os sinais do semáforo (ver foto).
Quanto ao “pombal” no tabuleiro da ponte está cheio de excrementos. Porém, estas aves aparentemente inofensivas que infestam esplanadas e cafés funchalenses transmitem doenças: as infecções transmitidas através de seus excrementos podem ser perigosas.
As fezes podem transmitir algumas doenças, entre elas :salmoneloses, histoplasmose e criptococose (infecção pulmonar), além de doenças alérgicas. As fezes de aves contêm ureia e creatinina, que são nutrientes para o Cryptococcus. Portanto, quando as fezes se desidratam no ambiente, podem conter grande quantidade de esporos que, ao serem levados pela corrente de ar, podem ser inalados por seres humanos e animais.
A cantaria da ponte é palco de pombal onde essas fezes continuam a ser depositadas. Nem falamos nas esplanadas do Funchal, onde os pombos, como já dissemos, estão sempre presentes.
Os serviços de limpeza da edilidade fecham os olhos e a limpeza do “pombal” continua a ser adiada, bem como as medidas para controlar a população de pombos, e a alimentação “oficial” dos mesmos por parte da edilidade, para que não andem tão esfomeados a atacar tudo o que se coma nas esplanadas e cafés.
Não basta chegar de mangueira, gastar água, para limpar a sujidade dos pombos. Mandam as regras de sanidade que antes e depois da limpeza se humedeçam bem as fezes dos pombos com solução desinfectante a base de cloro (água sanitária diluída em água, em partes iguais) ou quaternário de amónia diluídos em água em partes iguais.
Há que prevenir antes que seja tarde. Fica aqui o nosso alerta que alguns podem achar risível (mas as doenças sérias que os pombos transmitem, essas não são nada risíveis”. Principalmente se alguém “importante” a apanhar.
O controlo dos pombos urbanos é música sem pauta. Todos tocam mas o Município continua sem maestro. Uma autêntica desgarrada.
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