O PAN Madeira veio também comentar a notícia de migrantes alojados num armazém do Campanário, considerando que é fundamental haver planeamento, gestão e garantia de direitos dos migrantes.
“Este programa de governo não tinha qualquer eixo estratégico para a migração. Como é possível com o aumento por todo o país de trabalhadores/as migrantes, não haver qualquer medida, qualquer estratégia para garantia dos seus direitos e melhor gestão.”, defende o partido Pessoas-Animais-Natureza.
Na perspectiva do PAN, “é fundamental haver um estudo para perceber o número exato de migrantes que se deslocam à Região, com que condições vêm para a Região, de que forma estão inseridos/as na nossa sociedade e em que condições é que vivem e trabalham”.
“Só com estudos e com dados concretos é que se pode fazer uma melhor gestão e planeamento. Este é um fenómeno que acontece por toda a Europa e que é urgente os Estados Membros olharem para esta questão com sensibilidade e seriedade, já a curto e médio prazo.”
São diversas as situações conhecidas de migrantes em quartos arrendados a valores absurdos, partilhando quartos e estando em situações de contratos precários, alerta o partido.
“Em vez de atacarmos estas pessoas ou se propagar discursos de ódio como fazem alguns partidos, é preciso perceber que são essas pessoas que estão a compensar a falta de mão de obra existente na Região em diversos sectores. Mas é também preciso perceber a que custo e em que condições. Em vez de passarmos a mensagem que vêm para roubar os nossos empregos, questionar porquê é que não temos mão de obra e precisamos de recorrer a pessoas de outros países.”
O PAN considera lamentável partidos como o CHEGA passarem a mensagem de “qualquer dia temos mais imigrantes do que pessoas”, como se os imigrantes não fossem pessoas e não tivessem direito em procurar melhores condições de vida em outros países.
“O que sim, defendemos, é que tem de haver maior controlo para que seja uma situação sustentável e que se criem as condições necessárias para que as pessoas se insiram na nossa sociedade. Isso prende-se com trabalho a nível cultural, educacional e social. Tem de haver articulação entre as entidades regionais e autoridade nacional de modo a obter dados sobre quem são as pessoas que estão a vir para a Região e com que tipo de visto”, entende o PAN.
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