No passado dia 21 de Março, pretérita 5ª feira, realizaram-se as eleições Internas do PSD-Madeira, das quais saiu vencedora a Lista A, encabeçada por Miguel Albuquerque (MA).
Os dados então disponíveis, confirmados e posteriormente veiculados pela comunicação social evidenciaram a vitória de MA sobre Manuel António Correia (MAC – Lista B) – 2243 votos da Lista A contra os 1856 votos da Lista B.
Se é verdade que o tempo de campanha foi manifestamente curto e que os argumentos expostos por ambos os candidatos encerravam substanciais diferenças relativamente ao rumo que Partido deverá trilhar, o que é inteiramente legítimo, é igualmente verdade que o acto eleitoral, em si mesmo, decorreu com civismo, cordialidade elisura, condições essenciais à importante e crucial expressão democrática do momento.
Mas se o processo eleitoral decorreu sem reparos, circunstância que se saúda, o mesmo não sucedeu relativamente à forma como alguns militantes se comportaram após vitória da sua Lista.
E é precisamentesobre esta lamentável questão que gostaria de me debruçar. Desde logo porque é meu dever enquanto militante; depois, e sobretudo, para tentar evitar que actos, posturas, mentalidades, atitudes claramente antidemocráticas não se multipliquem dentro do Partido, ou mesmo se apoderemdele, contribuindo para a sua divisão, fragilização, expondo-o deste modo e mais facilmenteà mercê dos nossos verdadeiros opositores políticos.
Na verdade, os fenómenos de “fratricídio político” nunca ajudaram na construção, crescimento e desenvolvimento de partidos mais fortes e vigorosos, antes pelo contrário, fragilizam-nos, obstaculizando a sua acção e evolução.
Compreende-se, é humano, que as vitórias são sempre saborosas (por vezes vividas com alguns “excessos toleráveis”!) e que as derrotas, pelo contrário, são difíceis de digerir e aceitar, mas em política, tal como em todos os contextos de vida, mais do que saber perder é preciso, e muito, saber ganhar! Pois saber ganhar foio que efectivamente alguns militantesnão souberam(as redes sociais atestam-no categoricamente), desejando eu que se trate apenas de uma pequena minoria.
“Aqui para nós” e sobre esta matéria, faz-vos sentido apelidar, conotar de traidores aqueles defenderam outra visão sobre Partido e sobre a maneira de fazer política? Faz-vos sentido que alguns companheiros fossem “olhados de lado” simplesmente pelo facto de advogarem um projecto político distinto para a Madeira e Porto Santo? Faz-vos sentido que alguns militantes apoiantes da lista vencedora falem de castigos e estratégias militares “romano-medievais” para penalizar aqueles que têm uma forma de pensar diferente?
Mas que conceito é este de Democracia?! Que democratas são estes? É assim que pretendem um maior e melhor PSD? É assim que vislumbram a união necessária aos próximos e importantes desafios regionais? É assim que pretendem atrair novos militantes para o Partido? É isto que se ganha ao ser-se militante?
É lamentável, objectivamente lamentável! Numa época onde as atitudes ditatoriais proliferam na Europa e no Mundo, cabe indiscutivelmente aos partidos verdadeiramente democráticos, como o PPD/PSD, agirem com determinação sempre que esteja em causa a salvaguardados direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Eu claramente que não me revejo no que entretanto já li; e quanto aos protagonistas de taisofensivas e repudiantes afirmações, tenho a certeza que prestaram um mau serviço à Democracia e ao Partido Social Democrata da Madeira, que o que mais necessita, neste momento, é de união, entendimento, diálogo, liberdade de opinião e de expressão (não se esqueçam que vem aí um Congresso!).
Quanto a mim, asseguro-vos que sempre preferi estar do lado da liberdade de expressão e de opinião, pois sem elas não há Política e muito menos DEMOCRACIA.
Sejamos dignos em todos os momentos, nas vitórias e nas derrotas, além de necessário é manifestamente urgente!
Viva a Madeira e o Porto Santo!
Viva a Social-Democracia!
Viva a Liberdade!
“ Uma democracia que não se defende vigorosamente não tem o direito de sobreviver.”
Francisco Sá Carneiro
Paulo Milheiro
Militante de Base do PSD – Madeira
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



