Élvio Sousa aponta alegadas irregularidades do Teleférico do Curral

Élvio Sousa afirmou este fim-de-semana, na sua página na rede social “Facebook”, que “o negócio do Teleférico do Curral vai dar que falar. Quase todas as semanas nos chegam elementos que mostram a tentativa de mostrar a viabilidade de um projecto com contornos pouco claros, um negócio ruinoso para as finanças da Região, e que a investigação irá apurar”.
“Graças ao nosso trabalho de fiscalização, e com recursos aos tribunais, foi possível aceder ao estudo de viabilidade económica paga pelo Instituto de Florestas (que não dispõe, curiosamente, do parecer da Câmara de Lobos) e que mostra que a empresa pagará, apenas 2 mil euros de renda, 24 mil euros ao ano, mas que vai facturar 5,1 milhões ao ano”, recorda o dirigente da JPP.
“Esse mesmo estudo de viabilidade mostra que o retorno do investimento será atingido em 18 anos, mas a concessão será feita a 60 anos, adensando a natureza ruinosa do projecto e a penalizar as finanças públicas. É compreensível a legitimidade de haver vontades a favor e contra o projecto. A minha questão não é essa. É a alegada negociata envolvendo testas de ferro, investimentos pouco claros, sociedades com rasto oculto, o envolvimento directo e carregado da Quinta Vigia, entre outros aspectos que neste momento não posso mencionar”, declara Élvio Sousa.
Este representante da JPP diz que “os estudos foram escondidos deliberadamente e não eram públicos. Da mesma forma que os previstos 5,1 milhões de receita ao ano, não constam dos proveitos da restauração e do parque aventura”.
“Mais recentemente, e noutro documento ocultado deliberadamente pelo Governo, ou seja a proposta apresentada pela Inspire Capital Atlantic, a empresa revela que as acessibilidades, e em especial os parques de estacionamento sejam custeados pela autarquia de Câmara de Lobos e pelo Governo”, aponta.
“Esta situação, vem contradizer a versão governamental de que o investimento seria única e exclusivamente privado, sem recurso a investimento público. Faltando quantificar o valor das expropriações dos terrenos. Desta feita, não haverá outro caminho senão apresentar todas as provas às entidades que investigam a natureza ofusca desse negócio”, conclui.

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