Praga de moscas com origem em sargaço na praia preocupa comerciantes do Porto Santo

Fotos DR

O vasto areal da praia do Porto Santo, encontra-se, desde dezembro, “inundada” de sargaços o que tem causado alguma inquietação, na população e nos banhistas e fruidores do areal, em especial. Sabemos que é um fenómeno incomum, pouco habitual e que têm, efetivamente, existido esforços por parte das entidades competentes, nos últimos tempos, para a remoção daquela matéria orgânica, processo esse que ainda não está completo.

A preocupação dos comerciantes locais tem a ver com o aproximar da época pascal e turística e com a aparente menor qualidade da praia, que a torna menos apelativa e com isso, que os turistas deixem de procurar o Porto Santo e escolham outros destinos. Essa preocupação tem a ver com o processo de degradação e decomposição das algas e sargaços que faz aumentar exponencialmente o número de insetos, nomeadamente a mosca comum e com isso causa desagrado e desconforto na fruição da praia, além do seu aspecto visual.

A Associação da Indústria, Comércio e Turismo do Porto Santo (AICTPS) sabe que as potencialidades e qualidades turísticas da ilha e da praia, são reforçadas pelos galardões de renome atribuídos ao Destino Madeira ao longo dos anos, nomeadamente “Praias de Dunas”, em 2012, Reserva da Biosfera, em 2020, pela UNESCO, melhor praia da Europa, em 2022, pela European Best Destinations, Galardão Qualidade de Ouro, entre muitos outros.

Também reconhece que a Praia do Porto Santo é banhada por um mar calmo e de águas cristalinas, que se estende por toda a costa sul da ilha, de cerca de 9km e além de oferecer tranquilidade aos seus banhistas, é famosa pela qualidade terapêutica das suas areias, hoje um facto cientificamente comprovado, que atrai à ilha vários visitantes com problemas do foro ortopédico e reumático.

A AICTPS lança um apelo a todas as autoridades competentes, pela gestão e manutenção da nossa praia, para providenciar, da forma mais célere e eficiente, pela remoção total daquele material biológico, inestético e desagradável, para tornar possível a plena fruição do extenso areal e que esteja em condições de recebermos os milhares de visitantes e turistas que muita falta fazem ao nosso tecido empresarial.


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