Élvio Sousa recomenda “serenidade” e questiona “ganância”

Élvio Sousa, na sua página pessoal no facebook, referiu que “a moderação e a tranquilidade, em tempos conturbados, ensinam a domar o contágio em série, sobretudo pelos seres emotivos. É normal. Por isso, o caso que levou à renúncia de Calado e Albuquerque deve ser observado em tranquilidade, paz e serenidade”, recomenda.

“Diz o Povo sabedor: mantenha os olhos e ouvidos bem abertos, e a boca bem fechada. O que agora se diz, com sangue na guelra, num ápice se vira”, cita Élvio, que prossegue para citar os Provérbios bíblicos, em versão abrasileirada: “Não vá com tanta sede ao pote,”, para depois remendar que “Não vale a pena dar conselhos aos insensatos; já que eles não estão nem aí para a sabedoria”.

“Durante a última semana a euforia colectiva foi notória”, diz Élvio. “Mas tenhamos calma, e vejamos. No caso das Moções de Censura, o campeonato da pressa poderá ser inútil, nomeadamente com a concretização da demissão do presidente do Governo. E o Orçamento, não precisa de ser discutido, apreciado e votado, para não criar maior instabilidade social e económica?”, questiona-se.

“A pressa de ir ao pote, e a “ganância” de lá ir a todo o custo, fez esquecer essa visão humanista? Contágio e euforia colectiva, por mimetismo, devem ser crivadas!”, opina.

O líder parlamentar do JPP diz: “Não concordo com Cafofo quando apressadamente afirmou que o estatuto de arguido obriga à demissão imediata. Perigoso. Atenção ao passado, ao presente e ao futuro! Num ápice, aquilo que se diz, em êxtase, se volta em “karma”. O PODER ALTERA-SE EM ELEIÇÕES E NÃO COM MOÇÕES DE CENSURA!”, acentua.

“Atenção: sem entrar em análises sumárias, e linchamentos antes do tempo da razão, o fato de um cidadão ser arguido não implica automaticamente a sua culpabilidade. Ajudemos à literacia judicial”, diz Élvio Sousa, didáctico.

“O PS convocou-nos para uma reunião na segunda-feira para análise da situação política? Esperem sentados…! A ânsia de ir ao pote e o calculismo daquela trupe é conhecida. O Carnaval é em fevereiro”, ironiza ainda este político da JPP.

“Aceita-se uma substituição transitória de governo, de curto prazo, e até a convocação de novas eleições. A mudança de outros “manequins”, não sujeitos a sufrágio, e até final da legislatura, é impensável e inadmissível. O Povo irá revoltar-se”, prevê.

“Decorre a investigação e os inquéritos. Tenhamos calma. Ainda aguardamos elementos e “papelinhos” (risos para as expressões do cardialíssimo e de Calado), a saber do teleférico do Curral e do Funchal; dos portos, do Casino, da Venezuela, do PRR e do aeroporto”, refere, enigmático, Élvio Sousa.


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