JPP não quer “queimar” já trunfo da moção de censura e admite eleições antecipadas mas só depois de aprovado o orçamento regional

A Comissão Política nacional do JPP esteve reunida ontem e hoje para analisar a atualidade política regional.

No fim dos trabalhos, o partido emitiu um comunicado onde fala de responsabilidade e ponderação quer ao não avançar, agora, com uma moção de censura quer a defender eleições mas só depois dos seis meses legais após a posse e depois de aprovado o orçamento regional.

“O JPP não tem medo de ir a eleições, não tem medo do escrutínio dos madeirenses e porto-santenses e defendemos que se mantenha coerência com o que se passou na República: os destinos da Região têm de voltar à decisão do Povo. Naturalmente que, a acontecer, as eleições teriam que decorrer com responsabilidade: primeiro assegurar a discussão do orçamento para 2024 e só depois, dentro do prazo constitucionalmente consagrado, avançarmos com um cenário eleitoral. Não concordamos com a irresponsabilidade já expressa por alguns partidos que exigem eleições de imediato”, revela.

Já sobre as duas moções de censura (PS e Chega), diz o JPP que “havendo apenas 3 partidos em condições de avançar com uma moção de censura: PS, CH e JPP, e havendo já 2 moções de censura entregues, o JPP torna-se assim no único partido que poderá fazer cair o “novo” Governo, do qual ninguém conhece quem será, sequer, o novo Presidente do Executivo”.

“Mais do que imediatismo, é necessária inteligência e perspicácia política para assegurar os direitos dos madeirenses e portos-santenses que são os principais visados em toda esta crise política. (…) Acima de qualquer “jogo político” há que usar a inteligência e a perspicácia quando está em causa o destino dos madeirenses e portos-santenses”, revela.


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