Os deputados do PSD M na ALRAM mostraram hoje “profundo descontentamento e preocupação face ao silêncio e à incúria do Governo da República em relação à inexistência e incapacidade de marcar voos na linha aérea Madeira-Porto Santo-Madeira, a partir do dia 24 de Fevereiro”.
Carla Rosado, porta-voz desta iniciativa, expressou a sua indignação perante esta situação, dando voz à população porto-santense, que se sente, mais uma vez, injustiçada por esta decisão, a qual prejudica significativamente a sua mobilidade, assegura.
“Esta é uma situação inaceitável que continua a acontecer e acarreta grandes constrangimentos para as pessoas e para o Porto Santo”, enunciou.
O PSD diz-se consternado perante tal decisão e protesta veementemente contra as mesmas, instando o Estado Português a assumir, de uma vez por todas, as suas responsabilidades para evitar a continuidade deste problema.
“É neste contexto que o Grupo Parlamentar do PSD lamenta, mais uma vez, aquela que tem sido a postura do Estado português, governado pelo Partido Socialista, responsável direto por resolver esta questão da mobilidade aérea inter-ilhas e nacional, sem esquecer a desconsideração pelo princípio da continuidade territorial”, insistem o grupo parlamentar social-democrata.
Como solução para esta situação, Carla Rosado considera uma das duas alternativas que devem ser tomadas pelo Governo Central: “Ou [atribuindo] atempadamente a verba para haver a prorrogação da concessão e a Binter já estar com os seus voos no sistema IATA, ou, de uma vez por todas, [deixar] cair esta situação e voltar a lançar um novo concurso internacional”.
Os parlamentares social-democratas reafirmaram o seu compromisso em zelar pelos interesses da população do Porto Santo e continuam a apelar a uma resolução célere e eficaz por parte das autoridades competentes.
“Não esqueçamos que a incapacidade de marcar voos, e a inexistência, inclusive, de qualquer agendamento prejudicam a mobilidade de residentes e turistas, bem como o desenvolvimento social e económico. Uma situação que une, também, as entidades locais que, de novo, se veem confrontadas com esta incúria da República”, queixam-se os social-democratas.
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