Estepilha: um “véu” na Sé cobre o “Santo dos Santos”?

Rui Marote
O Estepilha descobriu, na Rua dos Capelistas, que a porta gradeada do templo manuelino agora está encerrada e coberta de uma rede, tapando o seu interior, onde nasce uma pequena horta de ervas aromáticas e um viveiro de plantas  como se tratasse de uma quintinha pedagógica. A rede impede os cidadãos de ver o seu interior. E desse lado fica uma cabeceira exterior com vestígios manuelinos que é muito fotografada, com as suas cantarias avermelhadas.
O Estepilha não tem formação teológica, muito menos  em estudos bíblicos.
Mas diz-se que, quando Jesus morreu, o véu do templo dos judeus em Jerusalém, o qual cobria o “Santo dos Santos”, onde só podia entrar o sumo sacerdote, rasgou-se de alto a baixo. Isso significa que, nos dias de hoje, o templo está aberto para todas as pessoas e não só para algumas…
A Sé do Funchal não é propriedade da Diocese mas sim do Estado, e sob alçada dos monumentos nacionais. O Estepilha até sabe que a catedral está num “brinquinho” e é um verdadeiro cartão de visita da Região, por excelência.
Mas esta “doença” de alterar as coisas já não é de agora.
O Estepilha recorda o segundo ministro da República para a Madeira nos anos 1991 a 1996, almirante Artur Rodrigues Consolado. Quis ser o rei lavrador dentro da fortaleza dos Filipes, o Palácio de São Lourenço.
O homem do mar resolveu substituir os canteiros de flores por canteiros de couves, alfaces e outros produtos hortícolas. Quando chegou Monteiro Diniz, que “herdou” esta horta, viu-se atrapalhado para repor o local como estava.
Também a Câmara do Funchal afina pelo mesmo diapasão e toca em períodos eleitorais oferecer aos munícipes espaços para hortas municipais que não são mais, que mini-casinhas que aos fins-de-semana são  “casa de férias” para patuscadas.
Agora é a Sé. Estepilha, até quando? Já não bastam os santos no interior do templo rodarem todas as semanas…

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