
Momentos de comunhão, acolhimento e luz foram experienciados esta manhã, na celebração da tradicional Missa do Parto, na Escola Secundária Jaime Moniz, que contou também com a presença do Secretário Regional da Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho.

Animada por um coro composto por professores e alunos, a homenagem à Virgem do Parto aconteceu no “Liceu”, enriquecida também pela presença de professores e funcionários aposentados, num encontro intergeracional sempre muito rico. Viveram-se momentos muito emotivos, quer com os belíssimos cânticos de Natal interpretados, de forma exímia, pelo coro, quer, sobretudo, pelos apelos à reflexão do sacerdote que celebrou a Eucaristia, com especial enfoque para a importância de acolher o outro, sendo presença viva de Jesus, de compreender as fragilidades porque Jesus nasce num lugar pobre e, ainda, de saber aceitar as debilidades do outro.


O sacerdote Dehoniano, Jorge Magalhães, celebrou a Eucaristia. De forma breve mas incisiva, olhou para a mesa do Altar e lembrou que essa mesma mesa reúne todos aqueles que estão famintos e carentes de amor. “Sozinhos somos incapazes de compreender a complexidade do real”. Daqui resultou a primeira nota de reflexão: “Não nos bastamos sozinhos. Por isso, há que refletir: para que serve a tua vida? És motivo de exortação, de força para os outros? Aprendamos com Jesus o que fazer das nossas vidas. Podemos ser, verdadeiramente, uma presença de Jesus para os outros”.

Espraiando o olhar para o Funchal, o sacerdote partilhou da opinião unânime da beleza singular da cidade, cheia de luz e cor, mas também quis celebrar outra verdade: “Deus nasce num lugar pobre; por isso, no Natal, celebramos as vulnerabilidades, a fraqueza. O Natal é força e brilho mas também serve para aprendermos a não nos escandalizarmos com a fragilidade dos outros, ser presença de Jesus para o outro”.

A presidente do Conselho Executivo enalteceu a homilia do padre Jorge Magalhães e destacou a palavra “acolher” tantas vezes pronunciada na Eucaristia. Lembrou que essa palavra tem sido o lema da Escola: “A ESJM continua a acolher todos”. Por isso, Ana Isabel Freitas reiterou o seu agradecimento a todos, aplaudindo também o trabalho do coro de jovens e professores da Escola que abrilhantou a celebração litúrgica.

O Secretário Regional da Educação, Ciência e Tecnologia também reafirmou que a “Escola é o espaço adequado para ultrapassar essas fragilidades” que o padre Jorge Magalhães aludiu na sua homilia. Uma caminhada própria de “uma comunidade aprendente”, salientou Jorge Carvalho, da qual fazemos todos parte.
Após a celebração, houve lugar ainda para o habitual convívio na cantina da Escola, numa partilha comunitária das iguarias de Natal.




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