JPP acusa Eduardo Jesus de falhar prazos para clarificar projecto para a antiga FAOJ

Élvio Sousa, do JPP, veio prever hoje, num texto publicado na sua página pessoal do Facebook, que “um dia a Quinta vem abaixo”, denunciando: “Eduardo Jesus falha entrega de pareceres sobre o prédio da antiga FAOJ”.

“As últimas semanas foram negras para a preservação do património cultural edificado e classificado do Funchal. Primeiro, foi a confirmação do arrasamento de uma das mais interessantes quintas oitocentistas do Funchal, propriedade do Governo Regional da Madeira, e onde funcionou a antiga FAOJ (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis)”, relembrou.

“Depois, foi a “dentada” no topo da muralha do Funchal, um imóvel classificado de interesse municipal em 2004, numa altura em que Albuquerque era presidente da Câmara, agora liderada por Calado. Depois do anúncio da obra “aloucada” de um estacionamento em plena zona histórica do Largo do Município, e do anúncio “festivo”, com direito a cocktail, da demolição dessa quinta da antiga FAOJ, parece que o património do Funchal, agora pelo cheiro dos milhões da Bazuca, se encontra a saque, pela nova pirataria do século XXI”, voltou a denunciar.

2A justificação do Secretário Eduardo de Jesus, atrapalhado pela exposição pública de um “crime lesa património”, em plena zona de protecção de um imóvel de Interesse Público (Recolhimento Bom Jesus), não convenceu ninguém e esconde a realidade dos pareceres técnicos”, insiste o deputado.

“Para adensar ainda mais este processo, fermentado pelos 7 milhões da Bazuca, o Secretário Eduardo Jesus falha, uma vez mais, os prazos legais para a entrega da documentação, através da Direcção Regional de Cultura. Terminou dia 5, o prazo de dez dias, findo o qual pretendíamos conhecer os “papelinhos” sobre o projecto de arquitetura do edifício da rua 31 de Janeiro (n.ºs 77-80). A PATRIRAM, que devia ser o garante do “património” público, é outra instituição cúmplice deste crime de “lesa-património”, prossegue Élvio Sousa.

“Não há aqui – como gostam os “pêpêdes” da “ode neo-liberal betonista” de afirmar, – “documentos internos” ou “segredos”! Tudo é público, e vai ser tornado público. António Aragão, no seu livro Para a História do Funchal, Funchal, 2.ª edição, 1987, p. 223, escreveu: “O desleixo dos homens e seus desmandos, estes, por vezes, mais funestos que as próprias catástrofes, muito contribuíram para a ruína e sucessivo desaparecimento da primitiva e valiosa cidade.”

“Os milhões sôfregos da BAZUCA têm de ser investigados e escrutinados”, exorta o dirigente do “Juntos pelo Povo”.


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