BE quer proibir uso de animais em circos, em toda a Região

Foto Rui Marote (arquivo)

O Bloco de Esquerda quer que seja proibida a utilização de animais em circos na Região Autónoma da Madeira. Nesse sentido, o deputado do BE na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira apresentou uma proposta para essa proibição, e para que seja atribuída ao Instituto Regional da Conservação da Natureza a responsabilidade pela garantia do bem-estar das espécies de fauna selvagem que, eventualmente estejam em território regional.

“A arte do circo sempre ocupou um lugar no imaginário das pessoas, em particular junto dos mais novos. A habilidade dos acrobatas e equilibristas ou o dom do riso dos palhaços fazem parte das artes circenses, ainda hoje tão admiradas pelo público”, diz o BE.

O partido salienta que nas últimas décadas, em vários países do mundo e em Portugal, tem-se assistido à tendência crescente dos espectáculos de circo abandonarem o uso de animais, apostando-se cada vez mais no que se designa por “novo circo”.

“O “novo circo” fez a opção artística de valorizar as artes que não utilizam animais e esta tem sido uma fórmula de sucesso na atracção de várias gerações de público, sobretudo das mais novas. A actividade ganhou um novo fôlego e capacidade de permanência num contexto de oferta cultural cada vez mais diversificada e competitiva”, aponta o BE.

Na Região Autónoma da Madeira, a autarquia do Funchal foi pioneira em abolir os espetáculos de rua com animais e em instituir a proibição de circos com animais no seu território, lembra o Bloco.

“Tal medida justifica-se plenamente na defesa dos direitos destes seres vivos, tantas vezes sujeitos a condições de acondicionamento e transporte amplamente precárias, em virtude das características itinerantes da própria actividade circense, defende o partido.

“Os animais passam a larga maioria do tempo confinados a espaços pequenos, frequentemente sem as mínimas condições de higiene (é aqui que os animais se alimentam, fazem os seus dejectos, dormem). É comum assistir-se a distúrbios comportamentais graves dos animais, sobretudo os selvagens, sujeitos a este tipo de condições, nomeadamente a repetição continuada dos mesmos movimentos, automutilação, coprofagia, apatia, irritabilidade, entre outros”, cita o BE.


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