PS critica GR por “actuação vingativa” contra a Câmara da Ponta do Sol

O presidente do PS-M, Sérgio Gonçalves garante que, quando os socialistas forem Governo na Região, todas as câmaras municipais serão tratadas por igual.

O presidente dos socialistas e candidato às eleições regionais do próximo dia 24 condena a discriminação feita pelo Executivo às autarquias que não são da mesma cor política e assegura que o futuro governo por si liderado vai pôr um ponto final neste tratamento desigual, lesivo para os cidadãos que residem nesses mesmos municípios, refere uma nota.

Sérgio Gonçalves esteve na Ponta do Sol numa acção de pré-campanha, na qual participou igualmente a mandatária da candidatura e presidente da edilidade local, Célia Pessegueiro. Na oportunidade, lançou fortes críticas ao Governo pelas constantes tentativas de “asfixia” às câmaras da oposição, “com o objectivo puro e duro de condicionar a sua acção, não se importando com o facto de, com esta atitude, estar a prejudicar a população e a fazer uma distinção entre madeirenses, consoante o concelho onde vivem”.

“Esta é uma situação absolutamente inaceitável”, criticou o presidente dos socialistas madeirenses, exemplificando com o facto de o Governo Regional “usar as empresas públicas como um ‘braço armado’ para atingir aqueles que pensam diferente e que optaram por mudar”.

Conforme deu conta, o caso mais recente da actuação vingativa do Executivo foi o corte de água por parte da Águas e Resíduos da Madeira (ARM) na Ponta do Sol, sem dar conhecimento à autarquia, precisamente para tentar imputar responsabilidades à câmara.

“Estamos a falar de um bem essencial à vida e é absolutamente desprezível que o Governo do PSD-CDS faça uso do mesmo para vinganças políticas que não deveriam, em circunstância alguma, acontecer”, declarou.

O tratamento desigual verifica-se igualmente quando o Governo Regional não celebra contratos-programa com as autarquias governadas por outros partidos que não sejam da sua cor política, apartando esses municípios de meios importantes para dar resposta às necessidades das populações. A prova deste comportamento é o facto de, quando a Câmara do Funchal foi liderada pelo PS, não ter existido qualquer contrato-programa e, assim que o PSD passou a governar a edilidade, a situação ter-se invertido. “Trata-se de uma discriminação flagrante e vergonhosa”, afirmou o socialista.

O candidato socialista reafirmou, a propósito, o compromisso de celebrar parcerias com todas as câmaras municipais da Região para a construção de habitações a preços mais acessíveis e para a reabilitação do edificado, contribuindo para dar resposta aos problemas habitacionais, que constituem uma das grandes preocupações dos madeirenses, conclui a nota enviada às Redacções.


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